Estatísticas indicam queda da gravidez na adolescência desde 2021, mas ainda mostram uma realidade alarmante: 1.043 adolescentes se tornam mães por dia no Brasil. São 44 bebês por hora, dois deles nascidos de meninas entre 10 e 14 anos.
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Duas meninas de 10 a 14 anos tornam-se mães por hora no Brasil. Entre 2020 e 2022, foram mais de 49 mil nascimentos. Estudo do Instituto Pensi aponta falta de proteção, ausência de abrigos adequados e dificuldade de acesso a cuidados de saúde, educação e assistência social
Ainda que os cortes sejam feitos pelo adolescente em outros ambientes, como em casa, é na escola que eles com frequência são vistos pela primeira vez. Estudiosos indicam que os profissionais de ensino em geral são os primeiros adultos a perceberem as lesões.
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Diante do sentimento de despreparo dos educadores em lidar com o comportamento autodestrutivo de adolescentes, alguns profissionais apostam na relação afetiva como uma estratégia de acolhimento
O mito dos 25 anos ocupou um papel cultural poderoso, especialmente entre as gerações mais jovens, mas novos estudos mostram que o cérebro continua passando por alterações que avançam até o início dos 30 anos
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A alegação de que o cérebro, e particularmente o lobo frontal, termina seu desenvolvimento aos 25 anos é muito menos sólida do que as redes sociais querem fazer crer.
Adolescentes passam por muitas mudanças biológicas, incluindo alterações nos padrões de sono, como atrasos no horário de adormecer: adiar a hora de entrada no colégio pode ajudar a melhorar sua saúde e bem-estar físico e psicológico.
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A adolescência é a fase da vida em que nos deitamos mais tarde: começar as aulas mais tarde permitiria aos jovens dormir mais e favorece capacidade de aprender, memorizar e se sentir bem.
Resultado de uma combinação de fatores que envolve o peso das expectativas, o medo do fracasso, o isolamento, o bullying e a sensação de não pertencimento em um mundo que cobra performance constante, o suicídio hoje é a terceira principal causa de morte de adolescentes entre 10 e 19 anos. Quase 77% ocorrem em países de renda baixa e média.
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O suicídio costuma ser resultado de uma combinação de fatores emocionais, sociais e ambientais: o peso das expectativas, o medo do fracasso, o isolamento, o bullying, ou mesmo a sensação de não pertencimento em um mundo que cobra performance constante
Pesquisa feita com estudantes do segundo ano do ensino médio de escolas do Rio de Janeiro apontou que o tipo de vitimização mais frequente é a emocional, seguida da violência física. A violência sexual no namoro também chamou a atenção.
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A pesquisa foi feita com estudantes do segundo ano do ensino médio de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro, e apontou que o tipo de vitimização mais frequente é a emociona, seguida da violência física
Vídeos e fotos de crianças, mesmo em situações privadas e absolutamente inocentes, são usadas por pedófilos do mundo inteiro para alimentar uma rede de compartilhamentos que explora uma união entre perversão e ganância, como ocorria no caso exposto essa semana no Brasil. Estar atento a esse grave risco é obrigação de pais e educadores.
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Nesses tempos de superexposição infantil, é essencial estar ciente dos riscos de “sharenting” e de como podemos ajudar a evitar esse tipo de situação
O jovem ator Amari Bacchus, da série Adolescência, interpreta um estudante que explica para o pai policial o papel das redes sociais e do uso de smartphones num caso de assassinato envolvendo colegas de escola: exemplo extremo da ficção que mostra como, na vida real, a hiperconectividade pode gerar ansiedade e afetar seriamente a saúde mental de pessoas com a personalidade em formação.
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As novas tecnologias digitais, especialmente os smartphones, produzem um estado de conexão e alerta permanente que está diretamente ligado ao agravamento da ansiedade e ao prejuízo da saúde mental.
Um conjunto de fatores podem levar os jovens a enviar conteúdo erótico-sexual mesmo quando não querem. Normas de gênero e percepções de popularidade reforçam essa pressão, especialmente para meninas, fazendo com que o envio de material íntimo seja uma forma de satisfazer uma expectativa, e não uma escolha livre.
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O sexting é cada vez mais comum entre os adolescentes, mas traz riscos emocionais e sociais em que a pressão e o consentimento desempenham um papel fundamental.
Um uso problemático pode ser reduzido: basta estabelecer limites e estar ciente do tempo que gastamos com ele. Crianças e adolescentes precisam de ajuda para conseguir isso.
Profesor agregado del departamento de Psicología Clínica y de la Salud y Metodología de Investigación, Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
Docente e Investigador Principal del Grupo Ciberpsicología y del Área de Bienestar Emocional en el Instituto de Transferencia e Investigación (ITEI), UNIR - Universidad Internacional de La Rioja
Professor titular do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação e coordenador do grupo de pesquisa Teoria Crítica e Educação, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Profesora Titular de Universidad en la Facultad de Ciencias de la Educación y Humanidades. Investigadora Principal del Grupo TEKINDI, UNIR - Universidad Internacional de La Rioja