Articles on saberes indígenas

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A fabricação de medicamentos tradicionais do povo Kumaruara, do Baixo Tapajós, envolve um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral, como aconteceu com a majé. Hoje com 78, Suzete começou a fabricar remédios naturais e trabalhar pela saúde de sua aldeia aos 11 anos de idade. Foto: Leonardo Milano / Midia Ninja

Saúde: nas mãos da Majé Suzete, a sabedoria ancestral de tratamento, prevenção e cura dos Kumaruara

Nos territórios indígenas, a fabricação de medicamentos tradicionais e os tratamentos de saúde envolvem um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral
Graduada em História e doutora em Antropologia, Letícia é uma jovem liderança Krahô e atua em diferentes frentes pela defesa dos povos indígenas. É presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do município de Goiatins (TO), e coordenadora da escola da Aldeia Sol, cuja história ela descreve neste artigo-depoimento: uma vida de trabalho fortalecendo a valorização dos conhecimentos tradicionais em diálogo com a educação formal. Foto cedida pela autora

Depoimento especial: A trajetória de uma jovem indígena que saiu da aldeia para defender seu povo com as armas da História e da Antropologia

Mulher indígena, do povo dos Krahô, que vivem nos limites entre Goiás, e Tocantins, conta ium pouco da diferenças de cosmovisão que tornaram difícil, mas nada impossível, sua trajetória que começou como menina de aldeia e terminou no doutorado em antropologia da Universidade de Goiás.
Na comunidade pesqueira de Cristo Rei, no Amazonas, o lago que garante a subsistência da população está dentro da área de um novo bloco de exploração de petróleo e gás que avança sobre a floresta e coloca em risco o ambiente e o modo de vida dos moradores locais. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

Saída para conservar áreas protegidas na Amazônia passa pela união entre entre políticas públicas e saberes tradicionais locais

Para garantir a preservação de áreas protegidas, as políticas públicas devem ser adaptadas às realidades locais, incorporando os saberes tradicionais como parte essencial das soluções dos problemas ambientais
Indígenas em dia de formatura na Universidade Estadual do Pará (UEPA): as conexões entre diferentes movimentos sociais - ilustrada pela aumento da presença de indígenas em universidades - ampliam capacidade dos povos originários de enfrentarem as desigualdades impostas por séculos de racismo e destruição da cultura de povos não-ocidentais. Imagem: Divulgação / UEPA

Presença indígena nas instituições de ensino e em práticas comunitárias leva ao diálogo entre diferentes ciências

Os saberes indígenas são resultados de milhares de anos de observação, experimentação e vivência e podem contribuir para a solução dos problemas que o planeta enfrenta atualmente
Reunião entre estudantes indígenas na Maloca (Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas da Universidade de Brasília) um dos pontos pioneiros de integração entre o conhecimento acadêmico e os saberes dos povos originários no Brasil: a educação escolar indígena, que já foi um instrumento para o genocídio dos povos, hoje é ferramenta para o trânsito das pessoas por diversos campos de saberes. oto: Gabriela Biló/Folhapress

Prestes a sair do papel, universidade indígena será passo importante na educação escolar dos povos originários

A educação escolar indígena, que já foi um instrumento para o genocídio dos povos, hoje é ferramenta para a construção de espaços que permitam o trânsito das pessoas por diversos campos de saberes
Cerimônia de lançamento do projeto Ciência e Vozes da Amazônia na COP 30, iniciativa da Universidade Federal do Pará (UFPA) que visa consolidar e divulgar ações científicas e socioambientais desenvolvidas pela comunidade da região. Divulgação UFPA

Participação de cientistas e povos da floresta é oportunidade única de protagonismo do conhecimento amazônico na COP 30

Apesar do profundo conhecimento das comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhos sobre a Amazônia, suas vozes e perspectivas são frequentemente negligenciadas nos debates globais sobre a região. COP 30 é chance de mudar essa realidade
Pesquisador das Ciências do Solo em ação, fazendo o mapeamento das características e propriedades de um determinado tipo de solo das regiões: atividade típica da Pedologia, que no Brasil vem se desenvolvendo também a partir da união da pesquisa acadêmica com os saberes milenares indígenas. É a Etnopedologia. Foto do acervo particular do autor

Na aliança entre conhecimento acadêmico e saberes indígenas, novos caminhos para os estudos do solo

Vertente das Ciências do Solo chamada Etnopedologia incorpora os conhecimentos indígena e popular para mapear características e propriedades dos tipos de solo das regiões a partir de experiências distintas

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