Os vírus ignoram fronteiras e estão se espalhando cada vez mais rápido pelo mundo: entre as principais ameaças para 2026 está uma pandemia da gripe aviária H5N1, a varíola dos macacos e a febre Oropuche.
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As infecções virais estão aumentando e se espalhando pelo mundo
Empacotadas e congeladas, milhares de galinhas podem voar de avião e, em menos de 24 horas, desembarcarem prontas para consumo em qualquer lugar do mundo. Nenhuma ave selvagem seria capaz de tal proeza. Ainda assim, demorou para que as aves migratórias parassem de ser acusadas por um problema evidentemente causado pela atividade comercial de criação e venda de galinhas para consumo.
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No mundo globalizado, a velocidade dos meios de transporte e da mídia compõe o contexto no qual se dá tanto a disseminação das doenças quanto a divulgação dos seus dados
Funcionários higienizam granja comercial na Lousiana, nos EUA, local onde surgiu o primeiro caso grave de gripe aviária em humanos no mundo.
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Com uma das maiores biodiversidades do mundo, protagonismo na produção de proteína animal e uma população extensa, o Brasil reúne características que demandam vigilância constante
Agentes de saúde e segurança montam barreiras de desinfecção para conter o primeiro caso confirmado de gripe aviária em aves comerciais no Brasil, ocorrido no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
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Felizmente, a transmissão entre humanos ainda é extremamente rara. Mas isso pode mudar, e é esse risco que nos obriga a atenção contínua
Caso no RS reforça a urgência de implementar uma estratégia que articule Saúde, Agropecuária e Meio Ambiente, para evitar que surtos zoonóticos se tornem crises sanitárias e econômicas. Mais do que um conceito, “Uma Só Saúde” deve se tornar uma política concreta, com estruturas permanentes, recursos estáveis e ação coordenada.
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Desconexão entre ministérios reforça a urgência de implementar uma estratégia de “Uma Só Saúde” (One Health), articulando Saúde, Agropecuária e Meio Ambiente, para evitar que surtos zoonóticos se tornem crises sanitárias e econômicas
A gripe aviária provavelmente afetará ainda mais a saúde animal em 2025. Isso não só tem grandes implicações para o bem-estar animal, mas também tem o potencial de interromper o fornecimento de alimentos e ter efeitos econômicos.
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Mesmo sem a capacidade potencial de se espalhar entre humanos, a gripe aviária provavelmente afetará ainda mais a saúde animal em 2025.
Embora a ameaça de um novo coronavírus permaneça latente, o vírus da gripe ainda é o candidato mais provável a causar a próxima pandemia.
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O vírus da gripe ainda é o com maior risco de provocar uma nova pandemia. Hoje, uma cepa que se espalha rapidamente entre aves e mamíferos está disparando o alarme
Leões-marinhos mortos pela gripe aviária são vistos numa praia do Chile em abril de 2023: doença já atinge dezenas de espécies de mamíferos além das aves, e também pode afetar humanos com alta taxa de mortalidade.
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A gripe aviária está dizimando espécies já ameaçadas pelas mudanças climáticas e pela perda de seus habitats
Técnicos chineses abatem um frango durante o último surto mundial de gripe aviária, há dez anos: inicialmente circunscrita a animais, em 2021 a doença foi identificada em humanos, e agora preocupa autoridades sanitárias do mundo todo.
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Com aves e mamíferos infectados em todo o mundo, vírus influenza aviário passa a ter maiores chances de conseguir as adaptações necessárias para infectar humanos mais facilmente
Pesquisador em Direito Biomédico e propriedade intelectual de medicamentos e Professor titular da Escola de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)