Causada pelo vírus do Nilo Ocidental (West Nile virus, WNV), cujo nome científico é Orthoflavivirus nilense, é, originalmente, um vírus que circula entre aves silvestres, e é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum. Historicamente, cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas e nem sequer sabem que tiveram o vírus. Outros 20% têm febre, dor de cabeça, dor no corpo e, às vezes, manchas na pele. É um quadro que, no Brasil, tem tudo para ser confundido com dengue e passar sem ser investigado.
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Com os dois registros em São Paulo e os dois em Santa Catarina, país soma quatro casos confirmados em 2026. Mas a doença não é uma novidade: o West Nile Virus circula no país há 20 anos e não vai se tornar uma epidemia
O vírus Oropouche deixou de ser uma infecção restrita à Amazônia e hoje desperta preocupação em todo o Brasil. Usando organoides cerebrais, conhecidos popularmente como “minicérebros”, é possível entender como ele pode comprometer etapas fundamentais da formação do sistema nervoso.
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Stevens Rehen, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Carolina Moreira Voloch, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), and Renato Santana Aguiar, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Além do crescimento acelerado do número de casos registrados a partir de 2024, começaram a surgir relatos de óbitos, transmissão vertical, abortamentos, óbitos fetais e recém-nascidos com microcefalia e outras malformações congênitas em gestantes infectadas durante a gravidez
Identificar e compreender novos vírus mais rapidamente pode ajudar a impedir que a próxima pandemia tenha uma vantagem inicial ao se espalhar e fazer uma enorme diferença no número final de vítimas e nos impactos sobre a economia.
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Os cientistas descobrem novos vírus todos os anos. Um catálogo dos mais perigosos pode nos ajudar a identificar a próxima pandemia antes que ela se alastre.
Ao romper ecossistemas profundos, desequilibramos nichos biológicos e entramos em contato direto com hospedeiros de vírus desconhecidos. O Brasil não será apenas uma vítima da próxima pandemia. Corremos o risco de sermos o seu epicentro.
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Isolar a ciência, flertar com o negacionismo ou negligenciar a devastação ambiental é assinar, de forma antecipada, a nossa derrota para o próximo vírus.
Criança vítima de Mpox no Congo: entre janeiro de 2024 e maio de 2025, 26 países africanos notificaram mais de 139 mil casos suspeitos e cerca de 1.788 mortes. No Brasil, não houve óbitos registrados em 2024 e 2025, mas a confirmação de uma nova cepa mudou a natureza do risco da doença no país.
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Principal antiviral usado contra a varíola e outros vírus do gênero Orthopoxvirus - ao qual pertence o vírus da mpox - vinha sendo empregado de forma empírica no tratamento da doença
No aeroporto de Suvarnabhumi, em Samut Prakarn, na Tailândia, médicos epidemiológicos escaneiam a temperatura corporal de passageiros procedentes de Bengala Ocidental, na Índia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Ainda não há ainda indicação de surto fora do território indiano, mas fiscalização foi reforçada.
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Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada
Pesquisa da Unesp indica que portadores do vírus que têm 50 anos ou mais apresentaram maior efetividade terapêutica, refletida em desfechos virológicos e imunológicos mais favoráveis, do que aqueles observados em adultos mais jovens.
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Pesquisa da Unesp indica que portadores do vírus que têm 50 anos ou mais apresentaram maior efetividade terapêutica do que em adultos mais jovens
Os vírus ignoram fronteiras e estão se espalhando cada vez mais rápido pelo mundo: entre as principais ameaças para 2026 está uma pandemia da gripe aviária H5N1, a varíola dos macacos e a febre Oropuche.
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As infecções virais estão aumentando e se espalhando pelo mundo
Funcionários higienizam granja comercial na Lousiana, nos EUA, local onde surgiu o primeiro caso grave de gripe aviária em humanos no mundo.
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Com uma das maiores biodiversidades do mundo, protagonismo na produção de proteína animal e uma população extensa, o Brasil reúne características que demandam vigilância constante
Certifique-se de lavar as mãos por pelo menos 20 segundos.
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Tomar banho pode não ser sua atividade favorita, mas ajudará a mantê-lo limpo e saudável.
Limite entre estar vivo e morto é um conceito sem nenhum critério específico, o que leva a debates sobre as características que permitem dizer se os vírus são organismos vivos ou não
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A questão de dizer se os vírus estão vivos ou mortos é controversa na ciência.
O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika, fotografado num microscópio da Fiocruz: o hormônio ouabaína, já usado pela medicina no tratamento de condições cardíacas pela sua capacidade de aumentar a capacidade de contração do coração, agora mostra também ter ações anti-inflamatórias e antivirais capazes de combater essas doenças.
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Historicamente usado como veneno de flecha na África Oriental, hormônio presente em mamíferos e extraído de plantas chamado ouabaína tem demonstrado efeitos promissores contra a doença
Pesquisadores perfuram a Geleira Guliya, no Planalto Tibetano, por amostras: análise dos genomas de vírus permitiu vislumbrar 41 mil anos de história de adaptação dos micro-organismos às mudanças climáticas.
Lonnie Thompson
Amostras de gelo extraídas do Planalto Tibetano permitiram aos cientistas recuperar o equivalente a 1.705 espécies de vírus, cujos genomas contam a história de 41 mil anos de mudanças climáticas.
Imagem de uma célula humana (azul) atacada pelo vírus HIV. A nova variante trata-se de uma cepa que surgiu a partir da combinação entre dois ou mais subtipos do vírus. Essa variante viral foi identificada em amostras obtidas de três indivíduos vivendo com o HIV no Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.
National Institute of Allergy and Infectious Diseases/NIH
Trata-se de uma cepa recombinante do vírus, que surge a partir da combinação entre dois ou mais subtipos do HIV. Essa variante viral foi identificada em amostras obtidas de três indivíduos vivendo com o HIV no RJ, RS e BA.
A varíola causa lesões que se assemelham a bolhas cheias de pus, que acabam se transformando em crostas.
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A Organização Mundial da Saúde declarou a mpox uma ameaça global à saúde em 2022 e 2024. Embora a maioria das infecções por mpox seja leve, algumas podem ser fatais, e os casos estão se espalhando na África.
Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou uma lista de doenças que apresentam um risco de saúde pública em grande escala, devido ao seu potencial epidêmico e à ausência ou disponibilidade limitada de medidas de tratamento ou controle.
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Rodolphe Gozlan, Institut de recherche pour le développement (IRD); Marine Combe, Institut de recherche pour le développement (IRD); Mathieu Nacher, Université de Guyane, and Soushieta Jagadesh, Institut de recherche pour le développement (IRD)
Para antecipar a próxima grande epidemia, a Organização Mundial da Saúde criou o conceito de “doença X”: uma doença desconhecida capaz de causar uma pandemia. Como podemos nos proteger contra isso?
Compreender o poderoso sistema imunológico dos morcegos pode ser uma das chaves para o desenvolvimento de tratamentos para diversas doenças que afligem a humanidade - inclusive a Covid.
Peter Neumann/Unsplash
Élodie Monchâtre-Leroy, Agence nationale de sécurité sanitaire de l’alimentation, de l’environnement et du travail (Anses)
Os morcegos podem viver enquanto abrigam vírus que são letais para os seres humanos. Descobrir como funciona seu sistema imunológico poderá ajudar no combate a muitas doenças
Ação educativa do projeto “Wolbito na Escola” em Niterói (RJ): projeto piloto do World Mosquito Program que agrega experiência para a construção da biofábrica de Wolbachia, em parceria com a Fiocruz e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
WMP Brasil/Divulgação
A maior biofábrica do mundo de mosquitos Aedes aegypti incutidos com a bactéria Wolbachia - que atrapalha o desenvolvimento dos vírus - será construída no Brasil e terá capacidade de atender 70 milhões de pessoas.
A febre Oropouche provoca sintomas semelhantes aos da dengue. Sua propagação ocorre pela picada de outro tipo de mosquito, restrito à Amazônia. Mas as mudanças climáticas podem estar mudando esse cenário.
Reprodução
Mudanças ambientais causadas pelo homem podem estar contribuindo para o aumento da incidência do vírus da Oropouche em zonas urbanas. E o mosquito da dengue pode ser um de seus vetores.
Vacinas, medicamentos e controle da capacidade vetorial formam o tripé de ações que, se bem administradas, tornarão a dengue uma doença mais rara e palatável para o sistema de saúde até 2034.
AP Photo/Silvia Izquierdo
Vacinas, medicamentos e controle da capacidade vetorial formam o tripé de ações que, se bem administradas, tornarão a dengue uma doença mais rara e palatável para o sistema de saúde.
Pesquisador do Laboratório de Pesquisas em Virologia e professor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)
Docteur vétérinaire, docteur de Microbiologie-Epidémiologie, Agence nationale de sécurité sanitaire de l’alimentation, de l’environnement et du travail (Anses)