Conceito acumulou muitas interpretações desde que foi proposto pela primeira vez, algumas muito diferentes de seu significado original e essencial de um afastamento marcante da estabilidade do Holoceno.
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Nova pesquisa defende que nenhum outro conceito reflete nossa transformação em escala planetária em seu contexto adequado de tempo profundo
Danos causados pelo tremor de magnitude 7,1 que atingiu o Japão no final de julho de 2026: fato de vários grandes terremotos coincidirem em poucas semanas pode chamar a atenção, mas a proximidade temporal não implica que os fenômenos estejam fisicamente relacionados.
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Os recentes terremotos na Venezuela, Colômbia, Indonésia, Japão e Espanha podem nos levar a pensar que estamos passando por uma espécie de “temporada de terremotos”, mas não há nada que de fato os ligue
Maior das chamadas “pedras azuis”, com características diferentes da geologia local do monumento pré-histórico, a Pedra do Altar teria feito parte de sua viagem de centenas de quilômetros carregada por uma geleira durante a última Era do Gelo.
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O monumento megalítico de Stonehenge vem cativando a imaginação popular há várias gerações
Entender a formação dos mantos de gelo do passado também pode nos dar pistas sobre o futuro: condições necessárias são extraordinariamente específicas e levaram muito tempo para se estabelecer, e quando os mantos de gelo desaparecem, eles não podem simplesmente se regenerar.
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Novas respostas para dois mistérios interligados revelam como e por que se formou o enorme manto de gelo da Antártica
Nas pedras de Siccar Point, no litoral da Escócia (foto), o pai da geologia James Hutton reconheceu, em 1788, a importância geológica das discordâncias angulares observadas nas rochas desse afloramento. Essa descoberta ofereceu uma nova dimensão à geologia moderna, e a Charles Darwin a magnitude temporal que A Origem das Espécies exigia.
Foto: John Van Hoesen
Rafael Matos Lindoso, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão
Todos os seres vivos estão conectados em uma cadeia de ancestralidade e descendência que somente o tempo geológico é capaz de conceber.
Vista aérea de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, com áreas mais suscetíveis a deslizamentos previamente demarcadas: um teste do método AHP Gaussiano usou 16 variáveis ambientais e urbanas da cidade, e um inventário detalhado dos deslizamentos ocorridos durante o evento extremo que ocorreu na cidade em fevereiro de 2023.
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Emprego do chamado AHP Gaussiano permite estimar o grau de suscetibilidade de diferentes regiões a partir da combinação de dados ambientais e urbanos, com menor dependência de julgamentos subjetivos
A concentração de recursos naturais na Groenlândia, incluindo alguns dos maiores depósitos de terras raras do planeta, petróleo, gás e pedras preciosas, está ligada à sua história geológica extremamente variada ao longo dos últimos 4 bilhões de anos.
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Os depósitos de elementos de terras raras da Groenlândia podem estar entre os maiores do mundo em volume.
O vulcão El Chichón, no México, entrou em erupção explosiva em 1982, após permanecer inativo por séculos: cinzas alteraram padrão de moções na África, provocando quebra de colheitas e onda de fome na Etiópia que levou à realização do evento beneficente “Live Aid” na época.
Michael Cassidy
Em regiões como o Pacífico, a América do Sul e a Indonésia, ocorre uma erupção de um vulcão sem registro histórico a cada sete a dez anos.
Monazita, bastnasita, xenótimo e outros elementos químicos conhecidos como terras raras: interesse explícito dos EUA sobre estes minerais é cada vez mais ameaçador, mas não se vê reação por parte da comunidade científica brasileira.
Apesar da explícita ameaça norte-americana sobre estes minerais cada vez mais importantes para a indústria de alta tecnologia, historicamente grande parte da comunidade científica brasileira mantém-se alheia ao problema.
O navio de perfuração japonês Chikyu. Nos próximos anos, os dados do novo observatório de furos de sondagem oferecerão percepções sobre como as falhas evoluem e como podemos antecipar e mitigar melhor os impactos de futuros megaterremotos.
(Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology)
A Expedição 405 do IODP fez perfurações submarinas profundas na zona de subducção do Japão para descobrir por que essa região gera alguns dos terremotos mais poderosos e destrutivos do mundo.
Os cones de fragmentação formados pelo impacto em Pilbara: cratera tem idade estimada em cerca de 3,5 bilhões de anos, mais de 1 bilhão de anos mais velha que a anteriormente mais antiga conhecida.
Tim Johnson
A cratera data de 3,5 bilhões de anos, o que a torna a mais antiga conhecida por uma diferença de mais de um bilhão de anos.
O Monte Everest em meio à cordilheira do Himalaia: processos geofísicos estão fazendo com que a montanha mais alta do mundo e outras ao seu redor estejam se elevando mais rápido.
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O Everest está crescendo. E não é a única grande montanha a fazer isso. Aqui estão os motivos.
Ilustração da Terra com um sistema de anéis: estudo de crateras de impacto ao redor do mundo sugere que objeto pode ter sido formado pela desintegração de um asteroide capturado pela gravidade de nosso planeta.
Kevin M. Gill
Há muita rocha quente no caminho e, mais cedo ou mais tarde, seu buraco desmoronaria.
As rochas podem conter pistas da história que remontam a centenas de milhões de anos, como o caso das rochas conhecidas como Tava nas montanhas rochosas, cujas estruturas foram formadas por água pressionada sobre o arenito enfraquecido pelas enormes geleiras que cobriram a Terra Bola de Neve.
Christine S. Siddoway
Geólogos encontraram evidências da Terra Bola de Neve na forma como os enigmáticos arenitos chamados Tava se formaram nas Montanhas Rochosas há centenas de milhões de anos.
Duas placas tectônicas se encontram no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia: pela primeira vez cientistas usaram informações das rochas para reconstruir o movimento das placas tectônicas da Terra.
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É a primeira vez que o registro geológico da Terra - informações encontradas dentro das rochas - é usado para criar uma animação desse tipo.
Análise de minerais na grande placa de arenito do centro do monumento indica que ela veio da Escócia, a mais de 650 km de distância.
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O centro das atividades do solstício em Stonehenge é a Pedra do Altar - uma grande placa de arenito de origem incerta. Nosso novo trabalho encontrou uma correspondência para ela na Escócia.
Parte da amostra de rochas do manto terrestre vista por meio de um microscópio: coleta foi feita próxima de região do leito oceânico com características que se acredita estarem ligadas à origem da vida na Terra.
Johan Lissenberg