Quando o balanço de gases de efeito estufa é negativo, significa que a remoção de CO2 da atmosfera foi maior do que a quantidade emitida e, portanto, é algo benéfico do ponto de vista climático. Os resultados do estudo apresentado neste artigo indicam que, se houvesse emissão zero associada ao desmatamento no Brasil, o país teria removido mais CO2 da atmosfera do que emitido em cinco dos oito anos estudados.
Foto: Orlando K. Júnior
Se não houvesse desmatamento, Brasil estaria próximo de um balanço favorável de gases de efeito estufa, removendo mais CO2 da atmosfera do que emitindo
Uma semeadora é puxada por um trator para plantar soja na fazenda Morada do Sol em Santa Cruz do Rio Pardo, estado de São Paulo.
Ettore Chiereguini/ AP Photo
Cesar B. Favarão, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP); Arilson Favareto, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP); Mariana Ceci, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), and Olívia Dórea, Universidade de São Paulo (USP)
Para alcançar as metas estabelecidas por tratados internacionais, como o Acordo de Paris, precisaremos transformar profundamente a forma como produzimos, processamos, distribuímos, acessamos, consumimos e descartamos alimentos.
Modelo tridimensional da estrutura molecular do sal Zwitterionico desenvolvido na pesquisa. Trata-se de uma molécula nova, que não existe naturalmente e nunca havia sido sintetizada, e que pode ajudar a reduzir as emissões atmosféricas de gás carbônico pela indústria.
Guilherme Aydos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) and Rafael Dalarosa Zink, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A captura de CO2 pela indústria não é novidade, mas ainda é pouco usada e cada vez mais urgente. Novas tecnologias podem ajudar os setores da indústria e produção de energia a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.
No momento, a grande maioria dos 5.570 municípios brasileiros não tem qualquer plano de adaptação para impactos provocados por eventos climáticos extremos.
AP Photo/Andre Penner
Para o vice-presidente do SBPC e professor de Física da USP Paulo Artaxo a tragédia no Rio Grande do Sul deve ser encarada como aprendizado para não errarmos de novo no próximo evento climático extremo, que certamente virá.
Professor Titular da Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis (USP) e Pesquisador, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP)