Causada pelo vírus do Nilo Ocidental (West Nile virus, WNV), cujo nome científico é Orthoflavivirus nilense, é, originalmente, um vírus que circula entre aves silvestres, e é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum. Historicamente, cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas e nem sequer sabem que tiveram o vírus. Outros 20% têm febre, dor de cabeça, dor no corpo e, às vezes, manchas na pele. É um quadro que, no Brasil, tem tudo para ser confundido com dengue e passar sem ser investigado.
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Com os dois registros em São Paulo e os dois em Santa Catarina, país soma quatro casos confirmados em 2026. Mas a doença não é uma novidade: o West Nile Virus circula no país há 20 anos e não vai se tornar uma epidemia
Jovem recebe vacina contra o sarampo: segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 2025 e a segunda semana de 2026 foram confirmados 15.922 casos da doença nas Américas, alta de 32 vezes em relação a 2024.
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Mônica Levi, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
Para evitar surtos, país precisa aumentar cobertura vacinal, reforçar vigilância epidemiológica e responder rapidamente a casos suspeitos
Países tropicais como Austrália, Colômbia, Indonésia e Vietnã já contam com Aedes aegypti com Wolbachia em ambientes urbanos de algumas de suas cidades. No Brasil, o país historicamente com o maior número de casos de dengue no mundo, técnica está sendo implementada em diferentes cidades, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, Campo Grande, Petrolina, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu e Joinville, entre outras.
Genilton Vieira/IOC/Fiocruz
Estudos de pesquisadores brasileiros mostram que a soltura localizada de mosquitos Aedes Aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia pode reduzir em até 69% casos de dengue, 56% de chikungunya e 37% de Zika, mas a capacidade da bactéria de se espalhar e reduzir a transmissão pode depender de fatores locais
pesquisador visitante do Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine e pesquisador Titular em Saúde Pública e chefe do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização do Programa Nacional de Imunizações, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)