O mosquito Aedes aegypti transmite a dengue de pessoa para pessoa: apesar da expansão da área de ocorrência dos insetos e da doença, a dengue ainda passa facilmente despercebida tanto por pacientes quanto pelos médicos americanos.
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À medida que a dengue se espalha cada vez mais para fora de suas zonas tropicais habituais, médicos e pacientes precisam saber quais são os sinais a que devem estar atentos
Uma das características mais marcantes das picadas de mosquito é a enorme variação na forma como as pessoas reagem, e a reação pode até mudar com o tempo.
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Khalid Beshir, University of East London; London School of Hygiene & Tropical Medicine
Uma picada de mosquito pode parecer um incômodo menor, mas reflete uma interação complexa que ocorre no sistema imune
Uma vacina nova, ao ser incorporada ao Sistema Único de Saúde, continua sendo acompanhada após os estudos clínicos e a autorização regulatória. Ensaios clínicos são indispensáveis, mas não reproduzem integralmente a complexidade da vida real nem detectam todos os eventos raríssimos.
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Suspensão temporária da vacina é uma demonstração de maturidade institucional, de responsabilidade sanitária e de compromisso com a vida.
A suspensão da vacina foi decidida para investigar os efeitos colaterais registrados e porque ocorreram dois óbitos em pessoas que tomaram a vacina. Mas ainda não se sabe se existe relação entre esses eventos e a vacinação. Em saúde pública, especialmente quando se trata de vacinas, essa diferença é fundamental.
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Como costuma acontecer em situações desse tipo, a notícia foi rapidamente associada à possibilidade de problemas de segurança ou desenvolvimento. Antes de chegar a qualquer conclusão, é necessário compreender o que aconteceu
A Síndrome de Guillain‑Barré, que ocorre principalmente após infecções, é uma condição rara em que o próprio sistema imunológico ataca os nervos periféricos. Isso causa uma fraqueza muscular que começa nas pernas e pode subir para os braços e rosto. Em casos graves, a pessoa pode ficar completamente paralisada e precisar de ajuda de aparelhos para respirar.
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Estudo demonstrou que a chance de uma síndrome neurológica rara após a dengue é maior nas seis semanas seguintes à doença. Proporção no Brasil foi de 36 pessoas com a Síndrome de Guillain-Barré por milhão de casos de dengue
A Butantan-DV é resultado de pesquisas iniciadas em 2009, quando o país ultrapassou 1 milhão de casos prováveis da doença. A partir de uma colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, que cederam as quatro cepas atenuadas do vírus, o Butantan desenvolveu sua própria formulação após centenas de experimentos.
A Butantan-DV utiliza tecnologia de vírus vivo atenuado, já amplamente validada em imunizantes contra outros patógenos, como sarampo, caxumba e rubéola, febre amarela e rotavírus
Bueiro danificado, com acúmulo de água, lixo e detritos: realidade comum nas grandes cidades brasileiras, que estudo realizado em Presidente Prudente (SP) comprovou estar contribuindo para um novo aumento no país do número de casos de dengue, um problema multifatorial cujo controle exige abordagens inovadoras e integradas.
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Mapeamento minucioso feito na cidade paulista de Presidente Prudente, com georreferenciamento e análise estatística, correlacionou a presença de larvas nos bueiros com o aumento da ocorrência de casos de dengue no município
Ação educativa do projeto “Wolbito na Escola” em Niterói (RJ): projeto piloto do World Mosquito Program que agrega experiência para a construção da biofábrica de Wolbachia, em parceria com a Fiocruz e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
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A maior biofábrica do mundo de mosquitos Aedes aegypti incutidos com a bactéria Wolbachia - que atrapalha o desenvolvimento dos vírus - será construída no Brasil e terá capacidade de atender 70 milhões de pessoas.
Técnico segura frascos com formulação liofilizada da Butantan-DV, que será capaz de garantir alta eficácia contra os quatro vírus que causam a dengue, em injeções de dose única. Para agilizar aprovação, que pode ocorrer já no segundo semestre deste ano, Anvisa autorizou aceleração da entrega de dados e documentos.
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Vacina do Instituto Butantan será capaz de garantir alta eficácia contra os quatro vírus da doença, e com injeções em dose única. Pedido de registro na Anvisa deverá ocorrer até o segundo semestre deste ano.
Vacinas, medicamentos e controle da capacidade vetorial formam o tripé de ações que, se bem administradas, tornarão a dengue uma doença mais rara e palatável para o sistema de saúde até 2034.
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Vacinas, medicamentos e controle da capacidade vetorial formam o tripé de ações que, se bem administradas, tornarão a dengue uma doença mais rara e palatável para o sistema de saúde.
Batalha conta o Aedes Aegypti se intensifica: mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e também da zika e da febre amarela.
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Comparadas com as quatro primeiras semanas de 2023, esse ano houve um [aumento de casos de infecção pelo vírus da Chikungunya de 123% no estado de São Paulo, e de 200% no Rio de Janeiro.
Todos os anos, as doenças tropicais negligenciadas (DTNs) matam, desfiguram ou incapacitam milhões de pessoas, aumentando sua vulnerabilidade e pobreza. Os tratamentos existentes geralmente estão desatualizados, são tóxicos, não estão disponíveis ou não existem.
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Todos os anos, as doenças tropicais negligenciadas (DTNs) matam, desfiguram ou incapacitam milhões de pessoas, aumentando sua vulnerabilidade e pobreza
O mosquito transmissor Aedes Aegypti com o corpo cheio de sangue humano: a existência de condições propícias à dengue foi agravada pelo desmonte da inteligência de controle de doenças e vetores nos estados e municípios entre 2019 e 2022.
James Gathany/Centers for Disease Control and Prevention via AP
Só em janeiro, 15 pessoas morreram no Brasil por complicações da doença, há 149 óbitos em investigação e ainda estamos longe do pico da epidemia, que ocorre entre março e maio. Vacinação começa em fevereiro.
O estudo sobre os RNAs não codificantes aumenta em 46% a leitura de genes associados a doenças e em 107% a observação de interações celulares.
Fiocruz Imagens Peter Ilicciev
Os RNAs não codificantes são estruturas moleculares que ajudam no diagnóstico e tratamento de enfermidades, bem como na identificação de comorbidades.
Número de casos da doença aumentou 16% em 2023 no Brasil, com 5% mais óbitos, em comparação a 2022. Mudanças climáticas agravam a situação, diz o doutor em doenças infecciosas e parasitárias da USP Marcos Boulos.
Lauren Bishop; Brandon Clifton para Public Health Image Library (PHIL)
Número de casos da doença aumentou 16% em 2023 no Brasil, com 5% a mais de óbitos. Letalidade reduziu, mas números para este verão preocupam muito por conta das mudanças climáticas .
Professor titular do Departamento de Moléstias Infeciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina e Assessor da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Universidade de São Paulo (USP)
Pesquisador do Laboratório de Pesquisas em Virologia e professor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)
Supervisora do Departamento de Vigilância Epidemiológica (VEM) de Presidente Prudente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia, na Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT), Universidade Estadual Paulista (Unesp)