A primeira etapa da pesquisa de Miescher consistiu na tarefa de raspar pus de curativos cirúrgicos descartados, obtidos em hospitais. O pus constituía uma fonte rica em glóbulos brancos, adequada para analisar de quais moléculas são compostas as células humanas. Miescher descobriu uma nova substância celular com propriedades diferentes das proteínas, rica no elemento fósforo. Ao observar que ela se encontrava quase exclusivamente no núcleo de cada célula, ele a chamou de “nucleína” – um termo que foi amplamente preservado em seu nome moderno de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
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Ao trabalhar com pus humano em um castelo medieval, Miescher descobriu uma substância que acabaria por revelar a compreensão de como a vida funciona.
Nossos corpos são um arquivo vivo da evolução, com adaptações que vão da coluna aos olhos, dentes e pelve, e podem explicar muitos dos problemas de saúde que comumente enfrentamos.
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Muitos aspectos da anatomia humana são apenas soluções “suficientemente boas” – funcionais, mas longe de serem perfeitas
Os livros didáticos criam uma sensação enganosa de certeza ao apresentarem o corpo humano como estável, universal e totalmente consensual, enquanto a anatomia real é muito mais confusa e diversa do que isso.
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Achamos que o corpo humano já foi totalmente mapeado, mas na verdade a anatomia ainda está incompleta e foi moldada por quem foi estudado e quem não foi.
Cerca de 1% dos humanos nasce polidáctilo, com um dedo extra nas nas mãos ou nos pés. E as estatísticas mostram que 1% também têm dentes a mais, e incríveis 6% da humanidade possuem um mamilo extra.
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Aproximadamente 1% da população mundial nasce com 11 dedos nos pés ou nas mãos. E estes não são os únicos lugares em que partes extras do corpo podem aparecer.