A Pimenta Baniwa — uma mistura tradicional de pimentas secas moídas com sal — tornou-se um produto gastronômico de prestígio no Brasil e no exterior. Mas, para os Baniwa, povo indígena do Noroeste amazônico que a produz, ela é muito mais do que um alimento ou uma mercadoria.
Roberto Linsker/ Terra Virgem
A bioeconomia procura respeitar e fortalecer as relações territoriais, culturais, sociais e espirituais que a sustentam, garantindo às comunidades o direito de decidir o que produzir, em que escala e sob quais condições
Capivara aditivada: um estudo do Laboratório Nacional de Biorrenováveis sobre o microbioma desses animais mostrou que o maior roedor do mundo abriga em seu organismo enzimas capazes de degradar polissacarídeos vegetais, etapa chave para gerar açúcares e biocombustíveis.
Imagem: Pixabay
Mario Tyago Murakami, Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)
Biodiversidade, resíduos agroindustriais, terras degradadas, matriz elétrica limpa, entre outros colocam o país em uma posição rara na transição para uma economia menos dependente do petróleo
A expressão “taxonomia verde” funciona como um selo de qualidade para investimentos de impacto ambiental. Mas enquanto países desenvolvidos já estruturam suas taxonomias há anos, o Brasil ainda precisa equilibrar a proteção ambiental com a necessidade de desenvolvimento econômico. Na Europa, as regulamentações de mercado verde estão cada vez mais rigorosas, impactando diretamente nossas exportações de produtos relacionados ao desmatamento, tais como soja (foto), carne bovina, cacau, café e madeira.
Foto: Marcelo Justo/Folhapress
Sem um sistema claro de definição do que são, de fato, investimentos “verdes”, corremos o risco de ver recursos destinados à sustentabilidade sendo desviados para iniciativas que não garantem impactos positivos reais