O DSM-6 tentará integrar a neurobiologia à forma como os médicos diagnosticam e tratam os transtornos psiquiátricos: parte do desafio de encontrar um biomarcador para doenças mentais está na influência significativa do ambiente.
rudall30/iStock via Getty Images Plus
Apesar dos avanços na neurociência, a biologia subjacente às doenças mentais continua um mistério
Mudanças no estilo de vida podem melhorar em até 55% o desempenho cognitivo global de idosos com risco de desenvolver declínio cognitivo e demência.
Imagem: Freepik
Paulo Caramelli, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Exercício físico, dieta adequada, treino cognitivo, monitoramento clínico e socialização melhoram em 55% o desempenho cognitivo de idosos da América Latina
Descobrir um caminho entre o ponto A e o ponto B pode fortalecer seu cérebro: envolvimento contínuo com o raciocínio espacial ajuda o cérebro a fortalecer os circuitos que a doença ataca em primeiro lugar.
Imagem meramente ilustrativa gerada por IA,via Envato Labs
Hatim Sharif, The University of Texas at San Antonio
Trabalhar e viver em ambientes espacialmente complexos pode ajudar a retardar o declínio cognitivo, embora sejam necessárias mais pesquisas para comprovar os benefícios
Estudos recentes identificaram em golfinhos lesões cerebrais em golfinhos similares às causadas pela doença de Alzheimer em humanos.
Shutterstock
Lesões semelhantes às do Alzheimer foram encontradas em golfinhos e outros cetáceos. Comparar seus cérebros com os de humanos abre novos caminhos na neurociência e conecta a saúde do oceano com a nossa.
Pesquisadores exploram a possibilidade de, ao tratar a diabetes, a semaglutida e a tirzepatida reduzam o risco de declínio cognitivo e demência. A ideia é atraente, mas os estudos ainda encontram-se inconclusivos.
Pesquisadores exploram a possibilidade de, ao tratar a diabetes, a semaglutida e a tirzepatida reduzam o risco de declínio cognitivo e demência. A ideia é atraente, mas os estudos ainda encontram-se inconclusivos
A doença de Alzheimer é apenas um dos tipos mais conhecidos de demência e estima-se que haja mais de 100 subtipos diferentes do problema, que também pode afetar visão, orientação espacial e movimentos .
Yuriy Golub/ Shutterstock
Mais de 100 anos depois de descoberto, o Azheimer ainda nãotem cura, mas hoje já compreendemos melhor os fatores de risco e as mudanças cerebrais que acontecem na doença
O maior obstáculo à aceitação da cannabis como ferramenta terapêutica no envelhecimento cerebral talvez não seja científico, mas cultural. O receio de “ficar chapado” afasta muitos pacientes e até mesmo profissionais de saúde. Mas microdoses da substância podem escapar da zona de psicoatividade e, ainda assim, entregar benefícios.
Foto: Chris Tening / Envato
Estudo brasileiro que investigou os efeitos de microdoses de extrato de cannabis em pacientes com Alzheimer leve mostrou que talvez o futuro da cannabis medicinal esteja nas doses invisíveis, e não nos efeitos psicoativos que ainda assustam pacientes e médicos
Pesquisador da UFRJ e do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem desenvolve método simples para representar estruturas de proteínas complexas em três dimensões usando dobraduras de papel.
Foto: acervo pessoal
Luís Maurício Trambaioli R. Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Pesquisador da UFRJ e do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem desenvolve método simples para representar estruturas de proteínas complexas em três dimensões
Uma Drosophila melanogaster: Cerca de 75% dos genes conhecidos por causarem doenças em humanos possuem um gene correspondente (homólogo) na drosófila. Graças a isso e à facilidade de manipulação de seu genoma com precisão e rapidez, essas moscas tornaram-se modelos inestimáveis para desvendar patologias complexas como Alzheimer, Parkinson, diversos tipos de câncer, diabetes, distúrbios cardíacos, e até infecções pelos vírus da Zika e SARS-CoV-2.
Sanjay Acharya
75% dos genes associados a doenças humanas tem um homólogo em drosófila. Isso indica que processos biológicos importantes são conservados e controlados pelos mesmos mecanismos genético-moleculares.
Diversos fatores sugerem uma forte correlação entre a presença do vírus herpes simplex no cérebro e os marcadores clássicos do Alzheimer, mas não prova que eles sejam a causa da doença.
MarijaBazarova/Shutterstock
Novas evidências sugerem que as infecções causadas por vírus do herpes podem contribuir para o início e a progressão de doenças neurodegenerativas.
Cientista manipula gema de ovo em processo de isolamento de substâncias para a indústria farmacêutica: palmitoiletanolamida, que também está presente na lecitina de soja e na farinha de amendoim, imita os efeitos dos canabinoides, com bons resultados na redução da dor, como anti-inflamatório e neuroprotetor.
AP Photo/Dave Kolpack
Isolada pela primeira vez em 1957, a Palmitoiletanolamida tem uma atuação que imita os efeitos dos canabinoides, com bons resultados na redução da dor, como anti-inflamatório e neuroprotetor
O envelhecimento é um processo biológico inevitável, mas há algumas maneiras de retardar o declínio físico e cognitivo associado a ele.
Dimitri Otis/Stone via Getty Images
O direcionamento dos principais agentes que ajudam o corpo a regular o metabolismo poderia reverter a progressão de doenças, inclusive o declínio cognitivo relacionado ao Alzheimer
Professor da Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Coordenador do Centro Especializado em Neurologia, Hospital Alemão Oswaldo Cruz