Nelson Cardoso Amaral

Fachada da Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco: na 86ª posição do ranking mais conceituado do mundo, a Universidade de São Paulo é a brasileira melhor colocada na avaliação de instituições de ensino superior dos países da OCDE. Diferenças nos modelos de investimento, contudo, tornam injusta a comparação direta da eduçacão brasileira com a dos países mais ricos do mundo. Eduardo Knapp/Folhapress

Mitos da Educação: as imensas dificuldades para o ensino superior brasileiro melhorar suas posições nos rankings internacionais

A percepção de que a baixa posição das universidades públicas do Brasil no rankings internacionais seria um sinal de que se gasta muito e mal com ensino público no Brasil é uma grande falácia
Professores universitários protestam em frente ao Ministério da Educação, contra cortes orçamentários no ensino superior federal: a ideia de que a grande maioria dos estudantes das universidades federais são egressos de classes sociais mais abastadas, e que por isso poderiam pagar mensalidades, é inteiramente falsa. AP Photo/Eraldo Peres

Mitos da Educação: cobrança de mensalidade não é solução para financiar universidades federais

A ideia de que a grande maioria dos estudantes das universidades federais são egressos de classes sociais mais abastadas é falsa
Escola Municipal Olívia dos Santos Feierabend, no interior de SP, que mesmo com poucos recursos tem bons rendimentos nas suas avaliações regulares: ensinos básico e superior fazem parte de uma mesma corrente de conhecimento, e não devem ser vistos como antagonistas. Rafael Hupsel/Folhapress

Mitos da Educação: Tirar recursos das universidades federais não é o caminho para melhorar a educação básica

Antagonismo entre ensinos superior e básico preconizada por muito tempo pelo Banco Mundial é artificial e destrutivo, e um não pode ser ser priorizado em detrimento do outro.
Estudante do ensino médio em Hong Kong na saída de um teste de desempenho: investimentos dos países do sudeste asiático comprovam a conexão direta entre gastos com educação e melhoria da qualidade do ensino. AP Photo/Kin Cheung

Mitos da Educação: qualidade e desempenho dependem, sim, da elevação dos recursos financeiros

Percepção de que mais investimentos não influi no desempenho dos estudantes surgiu nos Estados Unidos e influenciou brasileiros. A experiência de países como Singapura e China (foto) derruba o mito
Estudantes do Rio de Janeiro protestam contra cortes na educação: afirmação de que Brasil gasta como países ricos no setor é velha cantilena. AP Photo/Silvia Izquierdo

Mitos da Educação: Arrecadação de impostos no Brasil não é uma das maiores do mundo

Sempre que se fala em elevar os recursos financeiros a serem aplicados na educação brasileira surge a cantilena de que pagamos tributos de países ricos e recebemos serviços de países pobres. Não é verdade.
Protesto de estudantes em prol da educação pública na Avenida Paulista, durante o governo Bolsonaro: disseminar percepção de que Brasil desperdiça dinheiro com ensino público é interesse do lobby da privatização do ensino. AP Photo/Andre Penner

Mitos da educação: Comparar percentuais de PIB para afirmar que Brasil investe demais em ensino público é um erro

Primeiro artigo de série sobre o assunto analisa o uso equivocado do PIB como régua para comparar graus de investimento no setor entre diferentes países

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