Enquanto discute grandes usinas e parques solares em escala industrial, o Brasil ignora o potencial de geração elétrica que já existe, disperso pelo território, esperando apenas ser reconhecido.
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Estruturas construídas para abastecimento e irrigação poderiam gerar eletricidade híbrida, mas seguem invisíveis ao planejamento energético nacional
Principalmente em cidades do interior - como Icaraí de Minas (MG) e Palmas, no Tocantins, exemplos notáveis de geração e distribuição comunitária de energia solar já começam a se destacar. Plano Nacional de Energia 2055, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE),vinculada ao Ministério das Minas e Energia,.aponta que o crescimento dos recursos energéticos distribuídos e o engajamento do consumidor serão pilares da transição energética brasileira.
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Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A descentralização da geração elétrica pode transformar bairros em protagonistas da transição energética — com mais educação, engajamento e justiça territorial
Na cidade de Icaraí de Minas, no norte de MG, um projeto de microgeração solar comunitária permitiu que famílias reduzissem em até 80% o valor da conta de luz. Um exemplo de inovação de baixo custo que poderá ser a base de grandes avanços no processo de transição energética tanto nas metrópoles quanto nas cidades pequenas.
Imagem: Reprodução YouTube / Prefeitura Municipal de Icaraí de Minas
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
As cidades grandes e lideram com inovação e escala, enquanto as menores oferecem agilidade e proximidade. A descentralização será a chave para um sistema mais justo e resiliente
Em um cenário de recursos limitados, manter hábitos estruturados e decisões conscientes sobre o uso da energia pode deixar de ser uma escolha e tornar-se uma necessidade coletiva. Como acontece com astronautas em missões espaciais, onde cada ação passa a ter peso estratégico diante das restrições do sistema.
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Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A transição para uma matriz energética renovável exigirá de todos nós uma disciplina comparável à dos astronautas. O verdadeiro desafio está em cultivar uma atenção cotidiana ao que, como e por que é consumido.
Na imagem ilustrativa, uma turbina eólica trabalha num campo de girassóis: a complementaridade é ferramenta poderosa na integração de recursos renováveis à matriz energética.
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Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Um sistema híbrido poderia usar geração hidrelétrica no inverno e solar no verão, equilibrando as variações sazonais e armazenando energia para balancear o sistema e otimizar a eficiência e a confiabilidade do sistema