O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que foi precedido por Arthur Lira (2021-2025) e Rodrigo Maia (2016-2021), todos políticos profissionais: a campanha antipolítica de 2018 mudou a composição da Câmara sem desfazer a sua hierarquia interna e a concentração de poder. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Onda antipolítica de 2018 trocou quase metade da Câmara, mas manteve uma mesma elite em postos de poder

Estudo mostra que a promessa de que a antipolítica varreria os políticos profissionais do ofício e devolveria a representação àqueles que combatiam “o sistema” não aconteceu na prática: o núcleo de parlamentares que ocupa cargos importantes no Legislativo continua o mesmo
Jair Bolsonaro e sua indefectível “arminha”, durante a campanha de 2018: os candidatos “contra tudo isso que está aí” repetem-se historicamente na política brasileira. AP Photo/Silvia Izquierdo

Estudo mostra que candidaturas ‘outsiders’ na política brasileira são um padrão e não um sinal de crise

Ao analisar a votação entre 2002 e 2022, pesquisadores descobriram que os candidatos “anti-sistema” não são um evento esporádico, nem tampouco um sinal de mudança no panorama político-eleitoral nacional. Ao contrário, são um padrão
Pesquisadores analisaram o perfil de 3.591 deputados federais eleitos entre 1998 e 2022. O perfil social do Congresso Nacional, com partidos recrutando em nichos de classe opostos e trabalhadores praticamente ausentes, não é um acaso: reproduz um padrão sistemático que atravessa três décadas sem se alterar, independentemente de reformas, crises ou alternâncias de poder. Foto: Ana Volpe / Senado Federal

Eles só usam black tie: estudo do INCT ReDem revela a profunda divisão de classes no Legislativo brasileiro

Dados indicam que, no Brasil, a representação política opera menos pela inclusão de diversos grupos sociais do que pela reprodução institucionalizada das hierarquias que estruturam nossa sociedade
Na obra do pintor Theodore Chasseriau, um retrato da cena do banquete em que Macbeth conversa com o fantasma de seu amigo Banquo: assim como o protagonista atormentado da obra-prima de Shakespeare, a classe política brasileira insiste em conversar com um centro ideológico que não existe mais. Reprodução / Wikipedia

O fantasma de Banquo no banquete de Macbeth: conversando com um centro que morreu na política brasileira

A ideia de que, em meio aos extremismos, sempre haverá um centro moderado, equilibrado, capaz de construir pontes entre esquerda e direita, é hoje uma fantasia na política brasileira. Esse centro não existe mais
Os ‘Nem, Nem’ são majoritariamente adultos jovens (quase 40% têm entre 16 e 34 anos), apenas 32% têm curso superior, a maioria é de homens (52%) e quase 50% desse grupo pensa que a situação econômica hoje está pior do que antes. Não são radicalizados, mas nem por isso são ingênuos. Um terço deles (33,6%) vê tanto bolsonaristas quanto lulistas como ameaças sérias ao Brasil. Fotos: Folhapress

A política sem paixão ideológica: o peso do eleitorado “Nem Lula, Nem Bolsonaro”

Pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) indicou que 25% dos eleitores brasileiros podem estar indiferentes às duas maiores lideranças políticas nacionais

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