Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)

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Curtidas, buscas e outros sinais de comportamento alimentam sistemas influenciam o disparo de conteúdos. A Justiça Eleitoral pode regular propaganda, mas é difícil é auditar como dados e decisões automatizadas circulam entre plataformas, provedores de nuvem e data centers em diferentes países. Foto: Envato.

As eleições de 2026 também passam pelos dados dos eleitores. Mas quem controla a infraestrutura?

Curtidas, buscas e outros sinais de comportamento alimentam sistemas influenciam o disparo de conteúdos. A Justiça Eleitoral pode regular propaganda, mas é difícil é auditar como dados e decisões automatizadas circulam entre plataformas, provedores de nuvem e data centers em diferentes países
Manifestação pela anistia dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023: candidatos mais à direita tendem a interpretar a anistia como um caminho para a impunidade, repetindo um erro que o país já cometeu no fim do regime militar. AP Photo/Eraldo Peres

Como os candidatos fazem diferentes usos políticos do passado no contexto eleitoral

as manifestações dos candidatos representam não apenas propostas antagônicas de país para os mandatos que iniciam em 2027, mas também visões divergentes sobre como podem ser encarados acontecimentos da dinâmica política brasileira dos últimos anos
A pergunta não é só quem vencerá em outubro, mas o quanto o vencedor conseguirá alterar tendências já consolidadas. A dependência comercial da China, a busca por parceiros alternativos de defesa e o protagonismo do Brasil no Sul Global são condições estruturais, não escolhas ideológicas passageiras. Foto: Xenïa Antunes / Wikipedia

O que as eleições podem mudar na política externa do Brasil

A pergunta não é só quem vencerá em outubro, mas o quanto o vencedor conseguirá alterar tendências já consolidadas. A dependência comercial da China, a busca por parceiros alternativos de defesa e o protagonismo do Brasil no Sul Global são condições estruturais, não escolhas ideológicas passageiras
Enquanto os índices de abstenção tendem a crescer entre os segmentos mais jovens, a população idosa dá demonstrações consistentes de disciplina cidadã. No Brasil, estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral apontam o crescimento sustentado do eleitorado com mais de 60 anos, que já ultrapassa 23% do total de inscritos. E como a expectativa de vida das mulheres é maior, elas são maioria absoluta na faixa de 60 anos ou mais em toda a América Latina e no Brasil. Esse predomínio numérico se traduz em um protagonismo político sem precedentes. Foto: Luiz Roberto/TSE

Eleições 2026: mulheres idosas tornam‑se força eleitoral emergente nas urnas

No Brasil e em grande parte da América Latina, eleitores maduros deixam de ser coadjuvantes e caminham para se tornar o fiel da balança eleitoral. Um fenômeno político que deve ser mais compreendido
O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que foi precedido por Arthur Lira (2021-2025) e Rodrigo Maia (2016-2021), todos políticos profissionais: a campanha antipolítica de 2018 mudou a composição da Câmara sem desfazer a sua hierarquia interna e a concentração de poder. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Onda antipolítica de 2018 trocou quase metade da Câmara, mas manteve uma mesma elite em postos de poder

Estudo mostra que a promessa de que a antipolítica varreria os políticos profissionais do ofício e devolveria a representação àqueles que combatiam “o sistema” não aconteceu na prática: o núcleo de parlamentares que ocupa cargos importantes no Legislativo continua o mesmo
Mulheres bolivianas reunem-se com governantes para debater leis de proteção contra violência política de gênero: a Bolívia foi o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação específica sobre o tema, em 2012. AP Photo/Juan Karita

Pesquisadoras brasileiras analisam 13 anos de avanços legais contra violência política de gênero na América Latina

A violência política de gênero atinge ativistas, candidatas, detentoras de mandato, integrantes de suas equipes e até familiares. Levantamento cobriu todas as leis criadas sobre o tema na região entre 2012 e 2025
Fortalecida desde a ascenção de Bolsonaro, a bancada BBB congrega políticos fisiológicos e integrantes das frentes parlamentares do agronegócio, dos evangélicos e da segurança pública,. Nas eleições de 2026, tudo indica que o grupo estará ao lado do indicado da família do ex-presidente. Foto: Ascom / Congresso Nacional

Como surgiu e como funciona a bancada BBB ‑ Boi, Bala e Bíblia ‑ no Congresso Nacional

Maioria dos integrantes da bancada BBB faz parte do chamado “Centrão”, ala fisiológica do Congresso que costuma apoiar o presidente de ocasião em busca de benesses políticas e econômicas
O presidente Rodrigo Paz, em entrevista coletiva no dia 20 de maio de 2026: de político moderado e de consenso, Paz tornou-se rapidamente um governante sustentado pelos interesses da extrema-direita internacional. Nesse fenômeno reside a origem da crise econômica e dos protestos que tomam conta do país. AP Photo / Juan Karita

Protestos, ajuste econômico e fratura institucional marcam crise do governo de direita na Bolívia

Ninguém se arrisca a prever o desfecho da situação no país. O que se sabe é o presidente Rodrigo Paz não renunciará por vontade própria, pois as elites que chegaram ao poder com ele têm muito a perder
O caça sueco Saab JAS 39 Gripen NG, modelo escolhido pelo governo brasileiro para o projeto Projeto FX-2 de reequipamento e modernização da frota de aeronaves militares supersônicas da FAB: o retorno econômico dos investimentos militares depende da capacidade do país de transformar tecnologia militar em aplicações civis, o que é difícil em países com forte dependência de tecnologia importada, como o Brasil. Foto: Antônio Oliveira/Wikipedia

Brasil aposta há décadas nos gastos militares para crescer, mas os dados mostram que a estratégia falha

A ideia de que investir em defesa pode impulsionar a economia e reposicionar o Brasil no mundo é antiga e duradoura, mas as evidências mostram tratar-se de uma percepção que não corresponde à realidade
Jair Bolsonaro e sua indefectível “arminha”, durante a campanha de 2018: os candidatos “contra tudo isso que está aí” repetem-se historicamente na política brasileira. AP Photo/Silvia Izquierdo

Estudo mostra que candidaturas ‘outsiders’ na política brasileira são um padrão e não um sinal de crise

Ao analisar a votação entre 2002 e 2022, pesquisadores descobriram que os candidatos “anti-sistema” não são um evento esporádico, nem tampouco um sinal de mudança no panorama político-eleitoral nacional. Ao contrário, são um padrão
Lula e Petro: em perspectiva comparada, Brasil e Colômbia compartilham dilemas típicos de democracias presidenciais latino-americanas em ciclos de polarização. Eles incluem grande dificuldade de governabilidade, presença de atores com capacidade de imobilizar seus governos, fragilidade de consensos mínimos e intensificação da disputa simbólica. Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

Entenda as semelhanças entre os cenários eleitorais no Brasil e na Colômbia

Em 2026, Brasil e Colômbia viverão eleições presidenciais sob condições políticas que combinam aumento da polarização, fortalecimento de forças conservadoras e tensões institucionais, com crises entre os diferentes poderes

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