A poucos dias do início da campanha, funcionários do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul fizeram uma demonstração pública sobre o funcionamento e a inviolabilidade das urnas eletrônicas, que seguem entre as principais vítimas de campanhas de desinformação e descredibilização do processo eleitoral espalhadas pelas redes sociais.
Foto: Guilherme Lund/TRE-RS
O uso cada vez maior da IA generativa fez emergir novos riscos eleitorais que vão além da criação de peças sintéticas e falsas, e também alcançam a escolha de candidaturas, com possibilidade de ranqueamento e recomendação de voto
“O que faria você desistir imediatamente de votar em um candidato?”: essa foi a pergunta feita a seis perfis distintos de eleitores, que variavam de “lulistas” a “bolsonaristas convictos”. O resultado mostrou que a preocupação com a corrupção é um dos fatores mais preponderantes na possível decisão de mudança de voto.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil, com edição de IA
Carolina de Paula, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT/ReDem)
As respostas revelam que, por baixo de uma leitura apressada da polarização, ainda existe um conjunto de limites morais e institucionais que orienta a escolha eleitoral dos brasileiros.
Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção.
Imagem gerada por IA, via Envato Labs
Tathiana Chicarino, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) and Priscila Silvério, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção
Estudo realizado por cientistas da USP mostra que quanto maior for a polarização de opiniões dentro de uma rede social, menor é o tempo necessário para que se forme um consenso - especialmente quando há um fator externo reforçando essa tendência.
Imagem de KNFind por Pixabay
Estudo realizado por cientistas da USP mostra que quanto maior for a polarização de opiniões dentro de uma rede social, menor é o tempo necessário para que se forme um consenso - especialmente quando há um fator externo reforçando essa tendência