Manifestantes protestam em Washington contra o encerramento das atividades do USAID no exterior, que entre outros danos cortou o financiamento do PEPFAR, principal programa do governo americano no combate global ao vírus HIV e à AIDS.
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Segundo a ONU, a queda nos repasses para organismos vinculados à pasta entre 2024 e 2025 foi superior a 70% - uma retração abrupta e sem precedentes recentes
Com Trump no poder nos EUA e onda reacionária pelo mundo, programas internacionais sofreram cortes e interrupções significativos. No Brasil, criatividade política e capacidade de adaptação do movimento social abrem brechas para garantir avanços concretos na resposta ao HIV/AIDS, cuja epidemia ainda não acabou e registra 570 novas infecções por dia entre meninas e mulheres de 15 a 24 anos.
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Helena de Moraes Achcar, Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP)
Com Trump no poder, programas internacionais sofreram cortes e interrupções significativos. No Brasil, criatividade política e capacidade de adaptação do movimento social podem abrir brechas
Os EUA parecem estar dando as costas ao seu legado de liderança em desenvolvimento e assistência humanitária. Se a comunidade internacional não agir rapidamente, os retrocessos na saúde, educação, segurança alimentar e direitos humanos nos países em desenvolvimento serão devastadores.
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Considerando o volume de recursos que a USAID fornece em ajuda externa, será difícil encontrar países doadores para compensar sua retirada, caso ela se torne permanente.