No centenário do filósofo francês, colóquio na UFRJ reúne pesquisadores do mundo inteiro para discutir a atualidade de uma obra que transformou nossa maneira de pensar o poder, a verdade e a produção dos sujeitos.
Foto: Christian Taillandier / Camera Press
No centenário do filósofo francês, colóquio na UFRJ reúne pesquisadores do mundo inteiro para discutir a atualidade de uma obra que transformou nossa maneira de pensar o poder, a verdade e a produção dos sujeitos
Na tela de um celular, o clássico retrato de Michel Foucault feito pelo fotógrafo Christian Taillandier, da agência britânica Camera Press, em 1975: o filósofo francês morreu em 1984, muitos anos antes do advento das plataformas digitais e das redes sociais, mas seu legado influencia movimentos extra-filosóficos da atualidade e alimenta discussões existenciais contemporâneas.
Montagem em IA sobre foto de Christian Taillandier / Camera Press
Em meio às celebrações pelos 100 anos de nascimento do filósofo francês, um mergulho nas relações entre os questionamentos deixados por Foucault e as inquietudes de uma existência cada vez mais submissa à tecnologia
Experimentos recentes indicam que se as pessoas deixarem de acreditar no livre arbítrio elas terão comportamentos negativos , mas resultados podem estar sendo influenciados pela maneira como se manipula a crença no livre arbítrio e as circunstâncias em que eles são realizados.
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Pesquisas revelam que, quando se leva as pessoas a duvidarem do livre arbítrio, coisas ruins acontecem — incluindo trapaças e agressões. Mas será que isso se sustenta?
No contexto da busca por vida fora da Terra, a pergunta “o que é vida?” deixa de ser apenas um problema filosófico e passa também a ter importância para a própria investigação científica: é necessário estabelecer critérios que permitam distinguir um ser vivo de algo não vivo.
Foto: Alan Fitzsimmons / ESO’s La Silla Observatory
A definição de vida é fundamental para o estabelecimento da própria metodologia de pesquisa quando se investiga a origem da vida, ou se há vida fora da Terra
A moderna Academia de Atenas é ladeada por Platão (à esquerda) e Sócrates (à direita): edifício é uma homenagem à antiga Academia de Platão, considerada a primeira universidade do Ocidente. Em sua fachada, podia-se ler em grego: “Ninguém entra aqui sem saber geometria”.
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A matemática surge como uma ponte entre a mente humana e a realidade, oscilando entre a invenção humana e a verdade eterna que aguarda ser descoberta.
A atriz Rhea Seehorn no centro de uma cena em Pluribus: sua personagem, Carol Stucker, é uma das poucas pessoas a preservar sua individualidade depois que a maior parte da Humanidade é infectada por um vírus alienígena e passa a integrar uma mente coletiva e “feliz”
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Em “Pluribus”, a Humanidade se transforma em uma mente coletiva feliz, exceto por um pequeno grupo de pessoas, entre elas, Carol.
O tempo não é uma ilusão, ao contrário das ilusões de ótica que enganam os seus olhos: não há nada para “enganar”, porque não tem base física.
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O tempo é real ou uma ilusão? A melhor resposta pode “ser nem um, nem outra”: tanto a física quanto a filosofia sugerem que o tempo é uma projeção da mente sobre uma realidade atemporal.
Diferentes abordagens para entender o que é o espaço-tempo ajudam-nos a compreender a nossa realidade e moldar a forma como imaginamos o tempo e a própria existência do Universo.
(Jeremy Thomas/Unsplash)
Os físicos costumam dizer que o espaço-tempo “existe”, mas o que isso realmente significa? Uma confusão oculta entre acontecer e ser pode estar distorcendo nossa visão da realidade.
Edição de DNA para eliminar condições genéticas como a Síndrome de Down gera uma controvérsia que só tende a aumentar com a evolução das técnicas de edição genética: em países europeus, a taxa de abortos de bebês com Down varia entre 55% a 90%, enquanto nos EUA chega a cerca de 67%.
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Possibilidade de eliminação da trissomia do cromossomo 21 desperta debate sobre individualidade e em que ponto a edição genética não só altera uma pessoa, mas apaga um indivíduo para produzir outro
Conceitos de filósofos da Grécia Antiga sobre inteligência podem ajudar a esclarecer a tecnologia do século XXI que eles nunca conheceram.
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Ryan Leack, USC Dornsife College of Letters, Arts and Sciences
Saber se a IA pode “pensar” é uma questão diferente de se ela é “inteligente”.
O que parecem ser espirais azuis e verdes são, na verdade, da mesma cor: percepção pode variar de acordo com condições como iluminação ou pano de fundo e mesmo entre indivíduos, mas isso não quer dizer que as cores são subjetivas.
Akiyoshi Kitaoka
A cor de um objeto parece diferente sob diferentes tipos de iluminação e contra diferentes fundos para diferentes espectadores. Mas isso não significa que as cores sejam subjetivas.
Em vez de temer a punição no além, Epicuro disse que deveríamos nos concentrar nas possibilidades de prazer no aqui e agora. Mas isso não significa perseguir todo prazer que aparece em nosso caminho; a tarefa do epicurista é entender quais prazeres valem a pena buscar. Os maiores prazeres não são aqueles que produzem a maior intensidade ou duram mais tempo, mas aqueles que são menos misturados com preocupação e os mais propensos a garantir paz de espírito.
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Atualmente, muitas pessoas associam o epicurismo à busca hedonista do prazer, mas não foi isso que ele ensinou.
Uma perspectiva psicoterapêutica humanista o convida a olhar para si mesmo com compaixão, vendo-se como complexo, responsável e, ainda assim, imperfeito e vulnerável, sempre envolvido em uma rica e evolutiva tapeçaria de relacionamentos que dá significado e propósito à sua vida.
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Muitas vezes presumimos que ter mais “coisas boas” do que os outros significa ser mais valioso como pessoa. Mas, por trás disso, há uma série de suposições ocultas
O Banquete de Platão (1869), do pintor alemão Anselm Feuerbach. Amar platonicamente é ver na outra pessoa não apenas o que ela é, mas o que ela pode ser inspirada a se tornar - e escalar juntos em direção a algo maior do que cada um poderia alcançar sozinho.
De acordo com Platão, o objetivo do amor não é nos completar, mas nos inspirar a crescer e nos tornar o melhor ser humano que podemos ser.
Ao comparar a inteligência artificial com a natural, a abordagem pode ser “filosófica” ou “funcional”, mas a grande questão é a consciência artificial e a possibilidade de que surja de forma espontânea, evento que o cientista da computação Ray Kurzweil cunhou como “singularidade”
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Após décadas de desenvolvimento da IA, estamos mais próximos de viver com inteligências semelhantes às humanas? Será que elas sonharão com ovelhas elétricas?
Abordar seu dia normal com uma nova mentalidade pode levá-lo a uma direção interessante.
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O que faz um relacionamento durar quando os sentimentos desaparecem ou as circunstâncias mudam? Você pode se forçar a amar alguém que odeia ou com quem não se importa?