Manifestação feminista contra a violência no centro de Buenos Aires: código aberto, design participativo, infraestrutura local e propriedade pública são os pilares do desenvolvimento da AymurAI, que responde ao que suas desenvolvedoras chamam de desigualdade estrutural na forma como o conhecimento sobre a violência de gênero é produzido, controlado e divulgado dentro dos sistemas de justiça na América Latina.
AP Photo
Chama-se AymurAI a ferramenta que surgiu de uma ideia pequena, mas poderosa, do nosso grupo de pesquisadoras em Direito e Inteligência Artificial da DataGénero, uma organização da sociedade civil latino-americana…
Mulheres bolivianas reunem-se com governantes para debater leis de proteção contra violência política de gênero: a Bolívia foi o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação específica sobre o tema, em 2012.
AP Photo/Juan Karita
Danielly Milano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP); Gabriela Kyrillos, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), and Rosangela Schulz, Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
A violência política de gênero atinge ativistas, candidatas, detentoras de mandato, integrantes de suas equipes e até familiares. Levantamento cobriu todas as leis criadas sobre o tema na região entre 2012 e 2025
A ministra Cármen Lúcia, atualmente única mulher no Supremo Tribunal Federal (STF): além de inconstitucional, a baixa presença de mulheres no Judiciário viola os direitos humanos e a cidadania das mulheres, em claro desrespeito aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro.
Foto: Luiz Roberto / TSE
A falta de mulheres segue sendo uma marca nacional recorrente em todas as esferas de poder da República
A nova treinadora do 1.FC Union Berlin, da primeira divisão do futebol alemão, Marie-Louise Eta: treinadoras mulheres venceram as últimas seis Olimpíadas de futebol feminino, entre 2004 e 2024, e agora começam a atuar também no futebol masculino de primeira divisão na Europa.
Uma pesquisa quantitativa financiada pela UEFA e conduzida em parceria com a Federação Belga de Futebol examinou justamente a realidade de 1010 treinadoras (mulheres) no futebol europeu em 2025.
AP Photo/Andreas Gora
No futebol feminino, de um total de nove edições de Copas do Mundo, mulheres ocuparam apenas 24% das vagas disponíveis para treinadores, mas conquistaram 44% dos títulos em jogo durante o período
Red pill, black pill, Incel… Termos que designam o comportamento de grupos de homens extremistas que odeiam mulheres se normalizam nas redes digitais e ajudam a atrair cada vez mais jovens para comportamentos misóginos radicais, expondo ainda mais estas mulheres à violência de gênero.
Foto: Envato
É preciso impedir que a radicalização misógina, surgida inicialmente às margens do machismo hegemônico preexistente, torne-se uma nova norma massificada para a banalização da violência contra as mulheres no Brasil
Projeto Mulher de Favela, do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio, traz um áudio livro com 30 relatos femininos sobre periferia, pobreza e superação em condições adversas.
Imagem: Pixabay
Projeto da PUC-Rio contar as trajetórias de lideranças femininas que transformam positivamente realidades e contextos favelizados e periféricos.
Nova lei exige presença, em média, de pelo menos duas mulheres na alta direção de empresas estatais brasileiras. Além da melhora na diversidade de gênero, estudos mostram que mudança pode melhorar rentabilidade das operações.
Imagem: Drazenphoto / Envato
Natalia Lucciola, Finep - Financiadora de Estudos e Projetos and Janaína Prevot, Finep - Financiadora de Estudos e Projetos
Nova lei exige presença de pelo menos duas mulheres na alta direção de empresas estatais. Além da melhora na diversidade de gênero, estudos mostram que mudança pode melhorar rentabilidade
Situação alarmante: Sem controle, práticas de perseguição, assédio, exposição de dados pessoais e imagens íntimas sem consentimento se proliferam nas redes sociais, provocando danos emocionais e exclusão de espaços digitais.
Foto por Cottonbro Studio / Pexels.com
Myllena Diniz, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Sem controle, práticas de perseguição, assédio, exposição de dados pessoais e imagens íntimas sem consentimento se proliferam nas redes sociais
Com uma obra que critica aspectos da condição humana, com ênfase no controle masculino sobre os corpos e comportamentos das mulheres, a sul-coreana Han Kang é apenas a décima-oitava mulher a vencer o Prêmio Nobel de Literatura em 121 anos de história. Mas essa tendência pode estar mudando.
AP Photo/Lee Jin-man
Dos 121 escritores vencedores do Nobel de Literatura até hoje, apenas 18 foram mulheres. A premiação, porém, tem apresentado mais equilíbrio entre os gêneros a partir do século XXI, o que não deixa de ser uma prova dos avanços das lutas feministas
Mulher em manifestação contra a PL 1904 na Av. Paulista, em junho: a quatro meses das eleições municipais, novo ataque aos direitos das mulheres está no centro das estratégias eleitorais de setores da direita. Mas a reação dura da sociedade pode estar fazendo o tiro sair pela culatra.
Rubens Suzuki/Ato Press/Folhapress
Carla Gomes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
A quatro meses das eleições municipais, novo ataque aos direitos das mulheres está no centro das estratégias eleitorais de setores da direita. Mas a reação dura da sociedade pode estar fazendo o tiro sair pela culatra
Tentativa de urgência na PL 1904 no Congresso revela muito sobre os retrocessos promovidos pela atual legislatura. Projeto ignora, desvia e distorce fatos, como o de que o aborto é um evento comum na vida das brasileiras.
Arte de Flávio Soares sobre foto de Brynn Anderson / AP
A tentativa de aprovar no Congresso a tramitação em regime de urgência do PL 1904 revela muito sobre os retrocessos promovidos pela atual legislatura. Mas também ignora, desvia e distorce fatos, como o de que o aborto é um evento comum na vida das mulheres brasileiras
Mulheres protestam contra feminicídio nas ruas do Rio: Pesquisa sobre o comportamento da mídia em casos de violência contra a mulher indica que muitas vezes o histórico de violência anterior do perpretador e a situação das mulheres após o crime são omitidos, e o termo “feminicídio” é pouco usado.
AP Photo/Leo Correa
Dar voz às vítimas de violência, abordar os casos sob ótica dos direitos humanos e evitar ênfase à defesa do agressor são alguns dos cuidados a serem tomados pela imprensa na cobertura de casos de feminicídio
A atriz Jess Hong encarna a física Jin Cheng em O Problema dos 3 Corpos, que compila teorias científicas e discute o futuro da humanidade.
Divulgação / Netflix
Luiza Lusvarghi, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
As plataformas de streaming têm se notabilizado por colocar mulheres comuns, independentes e profissionalmente qualificadas, em papéis de protagonismo. Netflix e Apple despontam nesse cenário.
Para a pesquisadora Ana Maaria Costa, luta feminista no Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer nas esferas legais, econômicas, culturais e tantas outras.
AP Photo/Andre Penner
Luta feminista ainda tem um longo caminho a percorrer nas esferas legais, econômicas, culturais e tantas outras.
A “Marcha das Mulheres por Justiça”, que aconteceu em várias cidades australianas em 2021: para criar variedades vigorosas de feminismo daqui para frente é preciso que as gerações emergentes de feministas saibam que não estão vivendo em um momento isolado, com a tarefa de começar de novo.
Dave Hunt/AAP
Estamos acostumados a descrever o feminismo em “ondas”, desde a primeira, em 1848, fazendo campanha para que as mulheres votassem, até a atual quarta onda, na era do #metoo
Ao lado de conceitos como “ideologia de gênero”, termo é usado como desqualificador no âmbito da reação antifeminista de grupos conservadores, fenômeno recorrente sempre que as mulheres avançam em direção à igualdade, motivado por um senso de vingança ou desejo de manter o status quoCkyBe/Shutterstock
Há uma crescente reação antifeminista em resposta aos avanços na igualdade de gênero, que toma a forma de campanhas antigênero nas quais o termo “feminazi” é usado para desacreditar o feminismo
Mulher participa da Marcha Contra Racismo, Opressões e Violências Pelo Bem Viver, que correu em julho de 2023 no Rio de Janeiro: num dos países que mais mata mulheres no mundo, taxa de feminicídios é 1,7 vezes maior entre mulheres negras.
Foto Vanessa Ataliba/Zimel Press/Folhapress
A maioria das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras. Diante desse cenário, o feminismo negro emerge como uma abordagem essencial no enfrentamento à violência contra as mulheres.
Professora e pesquisadora da Pós-Graduação em Multimeios e integrante do Genecine - Grupo de Estudos Sobre Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Diretora do Centro de Estudos Brasileiros de Saúde (Cebes) e professora do Programa de Pós-Graduação com ênfase em Políticas e Gestão de Saúde, Gênero e Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Saúde da Mulher e Atenção Primária, Escola Superior de Ciências da Saúde
Médica, doutora em Ciências Humanas e professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)