No Baixo Oiapoque, a energia solar vem sendo revisitada pelas comunidades indígenas, ganhando potencial não apenas como fonte de eletricidade, mas como parte importante na recriação de artes e artefatos.
Foto: Duvan Escobar
Povos indígenas não devem ser receptores passivos de soluções globais. Ao contrário, são construtores ativos de ecologias emergentes que desafiam as lógicas do mercado
Satélites espelhados provavelmente não são um meio prático de produzir energia solar acessível à noite, mas certamente podem produzir uma poluição luminosa devastadora.
SpaceX/Flickr
Satélites que refletem a luz do Sol para a Terra parecem coisa de ficção científica – mas são uma preocupação muito real para os astrônomos.
Principalmente em cidades do interior - como Icaraí de Minas (MG) e Palmas, no Tocantins, exemplos notáveis de geração e distribuição comunitária de energia solar já começam a se destacar. Plano Nacional de Energia 2055, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE),vinculada ao Ministério das Minas e Energia,.aponta que o crescimento dos recursos energéticos distribuídos e o engajamento do consumidor serão pilares da transição energética brasileira.
Divulgação / MME
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A descentralização da geração elétrica pode transformar bairros em protagonistas da transição energética — com mais educação, engajamento e justiça territorial
Na cidade de Icaraí de Minas, no norte de MG, um projeto de microgeração solar comunitária permitiu que famílias reduzissem em até 80% o valor da conta de luz. Um exemplo de inovação de baixo custo que poderá ser a base de grandes avanços no processo de transição energética tanto nas metrópoles quanto nas cidades pequenas.
Imagem: Reprodução YouTube / Prefeitura Municipal de Icaraí de Minas
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
As cidades grandes e lideram com inovação e escala, enquanto as menores oferecem agilidade e proximidade. A descentralização será a chave para um sistema mais justo e resiliente
Em um cenário de recursos limitados, manter hábitos estruturados e decisões conscientes sobre o uso da energia pode deixar de ser uma escolha e tornar-se uma necessidade coletiva. Como acontece com astronautas em missões espaciais, onde cada ação passa a ter peso estratégico diante das restrições do sistema.
Imagem: Unsplash
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A transição para uma matriz energética renovável exigirá de todos nós uma disciplina comparável à dos astronautas. O verdadeiro desafio está em cultivar uma atenção cotidiana ao que, como e por que é consumido.
A Usina Termelétrica Presidente Médici Candiota III, da Eletrobras, localizada em Porto Alegre, a 900 quilômetros de Itaipu, segunda maior usina hidrelétrica do mundo. Na geração de energia, Brasil segue dividido entre pioneirismo e atraso.
Foto: Danilo Verpa/Folhapress
A eficiência na geração elétrica não é mais uma escolha técnica. É uma prioridade estratégica diante da crise climática global, das pressões econômicas e das demandas por justiça social. E o Brasil precisa se posicionar
Em conjunto, moléculas orgânicas transformam a luz em outras formas de energia. Sua aplicação constitui a base tecnológica para o desenvolvimento de geradores de energia solar mais leves e eficientes.
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Em conjunto, moléculas orgânicas transformam a luz em outras formas de energia. Sua aplicação constitui a base tecnológica para o desenvolvimento de geradores de energia solar mais leves e eficientes
Doutor em Antropologia Social pela Unicamp e pesquisador visitante na Universidade de Oxford (Reino Unido), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)