É verdade que ainda não há consenso médico-científico sobre a extensão dos benefícios médicos da Cannabis, mas isso não deve ser um empecilho para o desenvolvimento de um campo que já se tornou bastante concreto e com inúmeros casos de melhoras clínicas.
Imagem: Freepik
Dizer que não há evidência para canabinoides é ignorar um dos raros casos na medicina moderna em que uma substância derivada de planta atingiu o mais alto nível de evidência clínica e foi aprovada globalmente para epilepsia refratária e dor em esclerose múltipla
A relação entre drogas e capitalismo existe há muito tempo. O status jurídico das substâncias é que varia, numa alternância entre legalidade e ilegalidade que depende da complexa conjunção entre interesses econômicos, políticos, geopolíticos e morais. No momento, a maconha vive uma fase de forte aceitação - principalmente nos EUA, que ditam as políticas sobre drogas no mundo inteiro. Mas uma aceitação que depende de determinadas condições sociais, étnicas e geográficas dos produtores e do mercado consumidor.
Enquanto endurece a ‘guerra às drogas’ contra grupos da América Latina e acentua a repressão policial contra negros e hispânicos, governo dos EUA incentiva o ‘empreendedorismo’ neoliberal no mercado da cannabis
Pesquisas em animais mostram que o CBG, substância não-psicotrópica pouco conhecida da cannabis, tem efeito contra dores sem afetar a atividade locomotora.
Foto: Freepik
Pesquisas em animais mostram que o CBG, substância não-psicotrópica pouco conhecida da cannabis, tem efeito contra dores sem afetar a atividade locomotora