A fronteira do município de Oiapoque, no estado brasileiro do Amapá, com Saint-Georges de l’Oyapock, uma das 22 comunas do estado ultramarino da Guiana Francesa: na América do Sul e no mundo, as divisões territoriais refletem não apenas características geográficas, mas resultam de processos históricos marcados por disputas regionais, interesses locais e dificuldades na centralização do poder.
Foto: Rádio França Internacional (RFI)
As divisões territoriaisnos Estados não são naturais ou permanentes, mas resultado de decisões políticas e de processos históricos
A crescente rivalidade entre China e Estados Unidos em torno de Taiwan (foto) adiciona um novo ponto de pressão no complicado cenário de tensões que incluem os conflitos na Ucrânia e no Irã, em Israel, na Faixa de Gaza e no Líbano, entre outros.
Foto: Ministério das Relações Exteriores de Taiwan
Um elemento decisivo dessa nova configuração é a ascensão do Sul Global. Países da Ásia, África e América Latina diversificam parcerias e evitam alinhamentos automáticos com potências tradicionais
Manifestantes protestam contra a intervenção americana na porta da embaixada dos EUA em Caracas: as ações militares na Venezuela são uma afronta à soberania do país e ao Direito Internacional, mas não podem ser analisadas isoladamente. Elas se inserem num contexto de transformação mais ampla da geopolítica contemporânea, que passou a dividir espaço com abordagens temáticas mais diversificadas.. AP Photo/Ariana Cubillos.
O ataque à Venezuela traz de volta à tona perspectivas clássicas de poder, e devem ser entendidos menos como objetivos concretos e mais como instrumentos políticos e discursivos de pressão