Tiago da Mota e Silva

Durante a seca histórica de 2023 e 2024, também influenciada pelo El Niño, houve altas mortalidades de peixes (foto) e até de botos-cor-de-rosa em rios e lagos da região. Em 2026, Amazônia já começa a vivenciar novamente condições excepcionais. Alessandro Falco/INCT Adapta

Ar seco provocado pelo El Niño voltará a ameaçar peixes e anfíbios da Amazônia

A baixa umidade relativa do ar representa um risco para animais que dependem de uma superfície corporal úmida para respirar e conservar a quantidade de água necessária para o funcionamento do seu organismo
Diante da presença alarmante de metais tóxicos em seres vivos aquáticos,como os encontrados em rios da Amazônia, o uso dos microRNAs circulantes aparece como uma ferramenta promissora para revelar se estes organismos já estão apresentando respostas biológicas à exposição a contaminantes. Ilustração: Eleven Labs

MicroRNAs: as pequenas moléculas que podem revelar a saúde dos rios

Para monitorar a qualidade da água, a detecção de microRNAs circulantes é uma ferramenta inovadora: essas moléculas podem ajudar a revelar se organismos aquáticos já estão apresentando respostas biológicas à exposição a contaminantes
Morador de uma comunidade ribeirinha carrega alimentos e recipientes com água potável no leito seco do Rio Amazonas, durante o El Niño de 2023-24: calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera. Foto AP / Edmar Barros

Poucas chuvas e calor extremo expõem a biodiversidade amazônica a riscos crescentes

Na região Norte, o El Niño mais recente mostrou algo além da falta de chuva. O calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera
Não há um entendimento universal de como o fluido de perfuração como o que vazou na Foz do Amazonas interage com o ambiente marinho: tudo depende das características locais, que ainda precisam ser melhor estudadas. Foto: Lansat / Nasa

Vazamento na Foz do Amazonas reacendeu debate sobre riscos desconhecidos da exploração de petróleo na região

Não há um entendimento universal de como o fluido de perfuração como o que vazou na Foz do Amazonas interage com o ambiente marinho: tudo depende das características locais, que ainda precisam ser melhor estudadas
O Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA): um dos maiores produtores de conhecimento sobre a Amazônia do mundo está entre as instituições científicas da região que sofrem com a distribuição desigual de verbas para pesquisa, que muitas vezes inclui cortes de financiamentos de projetos já aprovados e em andamento. Imagem: Divulgação / UFPA

Ciência na Amazônia: apesar do potencial imenso, desigualdade de recursos persiste

Apesar de representar mais da metade do território nacional, Amazônia recebe parcela desproporcionalmente pequena dos investimentos em ciência do país
Hydrophilidae, um dos insetos que faz parte do jogo de cartas Quem sou eu? Insetos aquáticos, do Laboratório de Citaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) LACIA

Da curiosidade à preservação: o imenso papel da divulgação científica na valorização da Amazônia

No estudo dos insetos aquáticos, não basta gerar ciência dentro dos laboratórios; é preciso levá-la para quem convive diretamente com os insetos e pode de fato preservá-los
Durante a seca de 2024, o Lago Tefé, no norte do Estado do Amazonas, perdeu cerca de 75% de sua superfície e registrou temperaturas de até 41°C, um risco extremo para a biodiversidade local. Alessandro Falco

A emergência climática e os peixes da Amazônia: o que a ciência ensina para impedirmos uma perda catastrófica de biodiversidade

Bacia Amazônica, que abriga a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, está ameaçada por eventos extremos que podem comprometer a biodiversidade da região e a segurança alimentar da população local
Pescador joga sua rede no rio Tapajós, em Alter do Chão, no Pará: Na Amazônia Legal, os peixes são a principal fonte de proteínas para quase 40 milhões de pessoas. O desmatamento afeta a diversidade de espécies, reduzindo oferta de pescado e prejudicando a segurança alimentar de toda uma população. AP Photo/Andre Penner

Mudanças climáticas: Desmatamento e perda de biodiversidade são ameaça à segurança alimentar

Perda da cobertura florestal reduz a diversidade de peixes, impactando a principal fonte de proteínas para os 38 milhões de habitantes da Amazônia Legal e provocando um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar dos ecossistemas
Em busca de água, dois maçaricos reais aproximam-se perigosamente de um grupo de jacarés-do-pantanal no leito quase seco do rio Bento Gomes, próximo a Poconé, Mato Grosso: calor, seca, queimadas e incêndios que colocam em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência humana em diversos ecossistemas do Brasil e do mundo não podem ser vistos como problemas isolados. AP Photo/Andre Penner

Crises climática, social e da biodiversidade estão interligadas, e devem ser atacadas em conjunto

Revisar o Código Florestal, fortalecer práticas agroflorestais e fazer a transição para um agronegócio de baixo carbono são algumas das ações fundamentais para o Brasil reduzir suas emissões

Contact Tiago for

  • General
  • Media request
  • Speaking request
  • Consulting / Advising
  • Research collaboration
  • Research supervision