Susana Braz-Mota

Durante a seca histórica de 2023 e 2024, também influenciada pelo El Niño, houve altas mortalidades de peixes (foto) e até de botos-cor-de-rosa em rios e lagos da região. Em 2026, Amazônia já começa a vivenciar novamente condições excepcionais. Alessandro Falco/INCT Adapta

Ar seco provocado pelo El Niño voltará a ameaçar peixes e anfíbios da Amazônia

A baixa umidade relativa do ar representa um risco para animais que dependem de uma superfície corporal úmida para respirar e conservar a quantidade de água necessária para o funcionamento do seu organismo
Morador de uma comunidade ribeirinha carrega alimentos e recipientes com água potável no leito seco do Rio Amazonas, durante o El Niño de 2023-24: calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera. Foto AP / Edmar Barros

Poucas chuvas e calor extremo expõem a biodiversidade amazônica a riscos crescentes

Na região Norte, o El Niño mais recente mostrou algo além da falta de chuva. O calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera
O Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA): um dos maiores produtores de conhecimento sobre a Amazônia do mundo está entre as instituições científicas da região que sofrem com a distribuição desigual de verbas para pesquisa, que muitas vezes inclui cortes de financiamentos de projetos já aprovados e em andamento. Imagem: Divulgação / UFPA

Ciência na Amazônia: apesar do potencial imenso, desigualdade de recursos persiste

Apesar de representar mais da metade do território nacional, Amazônia recebe parcela desproporcionalmente pequena dos investimentos em ciência do país
Durante a seca de 2024, o Lago Tefé, no norte do Estado do Amazonas, perdeu cerca de 75% de sua superfície e registrou temperaturas de até 41°C, um risco extremo para a biodiversidade local. Alessandro Falco

A emergência climática e os peixes da Amazônia: o que a ciência ensina para impedirmos uma perda catastrófica de biodiversidade

Bacia Amazônica, que abriga a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, está ameaçada por eventos extremos que podem comprometer a biodiversidade da região e a segurança alimentar da população local

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