Rodrigo Felipe Rodrigues do Carmo

Ilustração mostra a ação da substância polilaminina na recuperação de lesões medulares: o entusiasmo dos pesquisadores em relação a essa molécula não pode superar a incerteza que sempre deve estruturar o método científico. Imagem: Banco de Células do Rio de Janeiro

“Porque sim” não é resposta: os riscos de se deixar levar pela esperança e atropelar o rigor científico

O alarde sobre a polilaminina é um exemplo de como a Ciência não pode se mover apenas pelo entusiasmo que a esperança traz
Ulysses Paulino de Albuquerque (à esqueda) e Rodrigo Felipe Rodrigeus do Carmo: dois professores universitários, homens pretos forjados em trajetórias distintas de resistência em suas experiências de vida como acadêmicos no Brasil: “Romper o paradigma da colonização mental é um passo fundamental para uma prática verdadeiramente antirracista, sobretudo em espaços historicamente forjados pelo elitismo — como é o caso da universidade”, afirmam. Montagem com foto de Bruno Dias e imagem de acervo pessoal.

Depoimento especial: Racismo, exclusões e apagamentos também existem na Ciência ‑ e exigem posicionamento

Políticas afirmativas como o sistema de cotas são fundamentais, mas não bastam: é preciso ampliar as vozes da população preta na produção e circulação do conhecimento científico

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