“Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”: sob esse lema, o Brasil estruturou sua atuação na presidência do BRICS em seis eixos prioritários, que são a facilitação do comércio e investimentos; a reforma das instituições multilaterais de paz e segurança; o enfrentamento às mudanças climáticas; a governança da inteligência artificial; o fortalecimento institucional do BRICS e a cooperação Sul-Sul com foco em saúde global.
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Conflitos armados, mudanças climáticas, fragilidades no sistema global de saúde e desregulamentação das tecnologias digitais estão entre os desafios que a presidência do Brasil no grupo está enfrentando
Reunião dos ministros de relações exteriores do BRICS no Palácio Itamaraty em abril: pela primeira vez, os países do bloco devem publicar uma declaração específica sobre mudanças climáticas, conectando-se diretamente à agenda da COP30. Movimentação indica que há uma crescente articulação estratégica e descentralizada dos BRICS, conectando agendas diversas e estruturando respostas sistêmicas aos desafios globais, da transição energética à reforma da governança financeira.
Tomaz Silva/Agência Brasil
O BRICS atua de forma mais afirmativa como liderança regional e representante do Sul Global, defendendo reformas estruturais na governança internacional e promovendo uma ordem multipolar baseada no multilateralismo e na inclusão.
A ex-presidente do Brasil Dilma Roussef, atual presidente do Banco do BRICS em seu segundo mandato: as operações do NDB incluem as áreas de energia limpa e eficiência energética, infraestrutura de transporte, água e saneamento, proteção ambiental, infraestrutura social e infraestrutura digital.
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Até 2026, 40% de todos os financiamentos do NDB serão direcionados a projetos relacionados às mudanças climáticas, incluindo operações que contribuam para a transição energética
Os líderes do BRICS, da esquerda para a direita: Abiy Ahmed (Etiópia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia), Mohamed bin Zayed (Emirados Árabes Unidos), Masoud Pezeshkian (Irã) e Mauro Vieira (Brasil), durante o último encontro de cúpula, na Rússia. Próximo será no Brasil, em junho.
Um histórico completo do grupamento de países que a cada ano ganha mais relevância na economia mundial, e que terá encontro de cúpula este ano no Rio de Janeiro