Nitish Monebhurrun

Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa. AP Photo / Peter Dejong

ONU conseguiu transformar parecer climático da Corte Internacional de Justiça em instrumento político global

Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa
Integrantes do Comando Vermelho presos em operação policial no Rio de Janeiro: a classificação de uma facção criminosa como organização terrorista estrangeira não constitui apenas uma declaração política. Ela produz efeitos jurídicos concretos, que ampliam os potenciais efeitos da medida para muito além da esfera criminal e pode ter consequências graves à economia do país onde esta organização opera. Foto: Antônio Lacerda

PCC e CV: por que a decisão dos EUA pode produzir efeitos muito além das fronteiras americanas

Mais do que uma discussão sobre terrorismo, o episódio revela uma transformação de outra natureza: a capacidade de alguns Estados de projetar efeitos jurídicos e econômicos para além de suas fronteiras por meio de mecanismos regulatórios, financeiros e de segurança
Grãos de café em processo de secagem numa fazenda no Estado do Rio: produto está entre os que poderão sofrer dificuldades de entrada na Europa por conta das restrições ambientais da UE. Lista inclui também carne bovina, soja, cacau, madeira, azeite de palma e borracha. AP Photo/Bruna Prado

O acordo UE–Mercosul abre mercados, mas a regulação ambiental europeia pode fechá‑los

Apesar de o acordo facilitar o acesso ao mercado pela redução das tarifas, normas ambientais podem dificultar ou até impedir as exportações dos produtos
O paradoxo do Direito Internacional é que seu sucesso é invisível. Quando regras são seguidas, conflitos evitados e acordos cumpridos, não há manchetes. O sistema opera em silêncio e é por isso que funciona. Foto: Envato

Por que o Direito Internacional não está morto

O paradoxo do Direito Internacional é que seu sucesso é invisível. Quando regras são seguidas, conflitos evitados e acordos cumpridos, não há manchetes. O sistema opera em silêncio e é por isso que funciona
No centro de Teerã, um cartaz mostrando navios norte-americanos presos por redes de pesca diz, em farsi: “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Todo o Golfo Pérsico é o nosso território”. AP Photo/Vahid Salemi

O Estreito de Ormuz pode ser oficialmente fechado? O que diz o direito internacional sobre a questão

O direito marítimo internacional convenciona que os países costeiros de estreitos internacionais não podem impedir a passagem de navios. Porém, o Irã não assinou o documento que convenciona tal prática
Navio de guerra ancorado no porto da Base Militar da Ilha Diego Garcia, no Arquipélago dos Chagos, no Oceano Índico: historicamente, presença militar dos Estados Unidos trazia percepção de segurança à população local. Com a guerra contra o Irã, tudo mudou. Imagem: Marinha dos Estados Unidos/AP Photo

Diego Garcia: O custo geopolítico de se albergar uma base militar estadunidense

Autor, que nasceu na Ilha Maurício, explica que durante décadas as bases militares americanas carregaram a promessa de estabilidade. Mas, à luz dos conflitos atuais, com o Irã bombardeando bases nos países do Golfo, isso torna-se questionável
Iranianos residentes em Istambul, na Turquia, queimam cartaz com a imagem de Donald Trump, durante protesto na porta da Embaixada de Israel após o anúncio da morte do líder Ali Khamenei. AP Photo/Khalil Hamra

Ataque americano e israelense contra o Irã cometeu três grandes ilegalidades

Legítima defesa preventiva e retaliação à violência interna do regime estão entre as falácias usadas por Trump e Netanyahu para justificar a operação
Juízes na Corte Internacional de Justiça, em Haia, Holanda: No direito internacional, a conduta americana configura ingerência em assuntos internos de outro Estado, o que viola os princípios fundamentais da soberania e da independência dos poderes políticos e judiciais nacionais. Foto AP/Peter Dejong)

Pode o Brasil acionar os EUA na Corte Internacional de Justiça por ingerência em seus assuntos internos?

Há uma intenção declarada dos EUA de coagir o Brasil por meio de medidas sancionatórias. O Estado brasileiro tem fundamentos jurídicos para contestar a legalidade dessas ações perante a CIJ.
Manifestantes iranianos queimam bandeiras de Israel e dos EUA durante um protesto para condenar os ataques israelenses em várias cidades do Irã, em Teerã, na sexta-feira, 20 de junho de 2025. AP Photo/Vahid Salemi

O que diz o direito internacional sobre o ataque de “legítima defesa preventiva” de Israel

A justificativa de Israel se baseia em uma ameaça futura, ou seja, na possibilidade de que o Irã estaria desenvolvendo arma nuclear. Contudo, o direito internacional é claro: ameaças potenciais não configuram, por si sós, um ataque armado.
Sacas de café brasileiro prontas para exportação: com as novas regras da União Europeia, o grão é um dos sete produtos de base e seus derivados obrigados a cumprir metas que envolvem geolocalização e avaliação de riscos associados às areas de produção. Os outros produtos são: carne bovina, cacau, soja, madeira, óleo de palma e borracha. Foto: Igor do Vale/Folhapress

Nova regulamentação antidesmatamento da UE afeta exportação de produtos brasileiros

União Europeia busca combater o desmatamento impondo regras à entrada de produtos agrícolas em seu território, o que impactará diretamente no modelo de exportação de sete produtos brasileiros

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