Trump, Bolsonaros e Figueiredo no Salão Oval: interesses do governo estadunidense na geoplítica da América Latina como um todo - e do Brasil em particular - permitem afirmar teremos um percurso com forte presença norte-americana nas eleições do segundo semestre. Imagem: Divulgação / Casa Branca

Intervenção dos EUA nas eleições brasileiras torna‑se cada vez mais evidente

O interesse em manter a América Latina como zona de influência, a ausência de compromisso com a democracia e a perspectiva de que a vitória de candidatos alinhados a Washington é prioritária gera um investimento importante nos processos eleitorais na região
Manifestantes seguram cartazes satirizando o presidente Trump e o presidente argentino, Javier Milei, durante um protesto em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires: a difícil nova conjuntura mundial que se avizinha - especialmente para as sociedades latino-americanas - não pode levar ao imobilismo, e nem se pode menosprezar o potencial da população norte-americana de conter os excessos de seu atual governo. AP Photo/Victor R. Caivano

Análise: sociedades civis serão cruciais para combater a lógica geopolítica e nacionalista da nova ordem global

Ameaças militares, diplomacia coerciva ou intervenções com o uso da força começam a se tornar “normais”, e o arcabouço de normas, princípios e direitos universais se esvai
Agressividade renovada: desde que assumiu, Trump vem anunciando diariamente rajadas de medidas agressivas e unilaterais, tanto em nível nacional quanto internacional, colocando pressão em toda geopolítica mundial rumo a um novo arranjo de esferas de influência. AP Photo/Ben Curtis

Ameaças de Trump controlam agenda política global e redesenham zona de influência dos EUA na América Latina

Ameaças de tarifas e sanções já emergiram como instrumentos preferenciais dos EUA para o exercício do poder frente a países considerados menores ou menos ameaçadores - como Brasil, México, Colômbia e seus vizinhos
La maquinaria represiva del Estado venezolano avanza más rápido que los procesos de negociación y presión internacional. Este escenario, unido a una oposición movilizada y representativa, apunta a un camino convulso hasta el día de la investidura, prevista para el 10 de enero. AP Photo/Fernando Llano

La crisis de Venezuela muestra lo difícil que es garantizar los derechos humanos y la democracia

La disputa sobre el resultado de las elecciones venezolanas ha adquirido proporciones mundiales en el actual contexto de polarización e intensificación de los conflictos geopolíticos.
A máquina repressiva do Estado venezuelano se movimenta mais rapidamente do que os processos de negociação e pressão internacional. Este cenário, somado a uma oposição que se mostra mobilizada e representativa, indicam um caminho conturbado até o dia da posse, marcado para 10 de janeiro. AP Photo/Fernando Llano

Impasse eleitoral na Venezuela expõe fragilidade das instituições globais e regionais para garantir democracia e direitos humanos

Disputa sobre o resultado do pleito venezuelano ganhou proporções globais no atual contexto de polarização e intensificação de conflitos geopolíticos
El Presidente brasileño Lula en la Asamblea General de la ONU la semana pasada: el reto para Brasil es mantener la independencia política sin tomar partido en la disputa sobre la nueva hegemonía mundial entre China y Estados Unidos. Mary Altaffer/AP

La crisis de la ONU y del sistema multilateral

La guerra en Ucrania es a la vez síntoma y causa de una crisis paralizante del sistema internacional. ¿Quién puede ponerle remedio?
President Lula at the opening of the UN General Assembly last week: the challenge for Brazil is to maintain political independence without taking sides in the dispute over the new global hegemony between China and the United States. Mary Altaffer/AP

The UN and the multilateral system are in crisis – what the Global South must do

The war in Ukraine is both a symptom and a cause of a paralysing crisis in the international system. It is up to the Global South to reform the multilateral system.
Lula na Assembleia Geral da ONU na semana passada: desafio para o Brasil é manter independência política sem tomar partido na disputa pela nova hegemonia global travada entre China e Estados Unidos. Mary Altaffer/AP

Análise: A crise da ONU e do sistema multilateral; Brasil não deve tomar partido na disputa entre EUA e China

A guerra na Ucrânia é sintoma e causa de uma crise de paralisia do sistema internacional. Para os autores, cabe ao Brasil e ao Sul Global se empenharem para reformar o sistema multilateral.

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