Luiz Eduardo Soares

Corpos enfileirados após um suposto confronto que resultou na morte de dezenas de homens no complexo de favelas da Penha, no Rio de Janeiro, em outubro de 2025: nos últimos 22 anos, houve 23.159 mortes provocadas por ações policiais no estado do Rio de Janeiro. Compreender o que sustenta os discursos que justificam essa violência policial letal é a base dos estudos sobre esse grave problema social. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Segurança pública: por que o discurso policial hegemônico é refratário aos direitos humanos?

O descompasso entre fatos e percepções nos casos de violência policial representa sério obstáculo à condução racional de políticas de segurança pública
Policiais enterram colega do BOPE morto no confronto onde dezenas de criminosos foram executados: no calor da tragédia, autoridades e parlamentares evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais. AP Photo/Fabricio Sousa

Entre o Direito e o delírio punitivo: por que o traficante brasileiro não é um “narcoterrorista”

No calor da tragédia, e com intenções eleitorais, políticos brasileiros evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais

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