Durante workshop em Belém pesquisadores nacionais e internacionais trabalharam com análise de dados, sensoriamento remoto, inteligência artificial e modelagem ecológica para debater o futuro da Amazônia.
Foto disponibilizada pelos autores
Parceria entre UFPA e University of Michigan traz pesquisadores com diferentes expertises para as discussões sobre a capacidade da Amazônia de resistir às mudanças climáticas
Pesquisadores Panará em trabalho de campo ao lado de cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e outras instituições: unidos, nativos e acadêmicos somam conhecimentos, tecnologias e monitoramento para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território.
Foto: Equipe CI / UFPA
Em mais um artigo em parceria com o Pulitzer Center, um relato de como, na Terra Indígena Panará, nativos e acadêmicos unem conhecimentos, tecnologias e monitoramento científico para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território
Amazônia precisa de um novo arranjo para sua ciência: mais integrado, mais estável e liderado por instituições, pesquisadores e pesquisadoras, e povos da própria região.
Fernando Sette / Agência Pará
Em meio à crise climática, desafio dos cientistas da Amazônia é transformar discursos em estruturas permanentes de pesquisa, governança e financiamento, lideradas por pessoas e instituições da região
Nativo da Europa, Ásia e África, o javali tornou-se um problema no Brasil, associado à destruição de lavouras, predação de animais nativos e de criações, impedimento da regeneração da vegetação e transmissão de doenças.
Stevan Mondoloni
Javali, leucena e braquiárias mostram como invasões biológicas podem afetar florestas, rios, produção agrícola, restauração ecológica e políticas de conservação na Amazônia Legal
Mosca sarcosaprófaga: para compreender esses pequenos organismos, precisamos levar a pesquisa para regiões distantes e ainda pouco conhecidas, onde grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência.
Foto: Wikipedia
Estudar grupos não carismáticos é fundamental para uma visão mais realista da biodiversidade: a Amazônia não é feita apenas de espécies emblemáticas, mas de milhares de organismos que sustentam o funcionamento da floresta
O Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA): um dos maiores produtores de conhecimento sobre a Amazônia do mundo está entre as instituições científicas da região que sofrem com a distribuição desigual de verbas para pesquisa, que muitas vezes inclui cortes de financiamentos de projetos já aprovados e em andamento.
Imagem: Divulgação / UFPA
A pesar de su importancia ecológica, social y económica, los ecosistemas acuáticos, especialmente los de agua dulce, siguen siendo los más descuidados en las estrategias globales de conservación.
A Amazônia é um centro de relevância global, mas essa importância não se reflete nos recursos de pesquisa recebidos por pesquisadores da região.
Foto Vieira, L.
Redes colaborativas e pesquisa de síntese fortalecem a ciência amazônica, reduzem desigualdades regionais e ampliam a capacidade de enfrentar os desafios ambientais da região
Vista da Reserva Extrativista da Terra Indígena Ashaninka, no Acre, uma das Unidades de Conservação da Amazônia Legal: embora 24% da região estejam protegidos por alguma categoria de Unidade de Conservação, ainda há fortes assimetrias nos planos de manejo, no efetivo de fiscalização e na integração entre as esferas federativas.
AP Photo/Jorge Saenz
Estudo revela que, embora pouco mais de 24% da região estejam protegidos por alguma categoria de Unidade de Conservação, ainda há fortes assimetrias nos planos de manejo, no efetivo de fiscalização e na integração entre as esferas federativas
O cavalo-marinho está entre as espécies mais usadas como bandeiras para conservação.
Foto: Envato / Diego Grande
Apesar de sua importância ecológica, social e econômica, os ecossistemas aquáticos, especialmente os de água doce, permanecem entre os mais negligenciados nas estratégias globais de conservação
Gado na floresta amazônica, problema que persiste há décadas e amplamente documentado como vetor de devastação ambiental e aquecimento da atmosfera: em vez de aperto na fiscalização, atividade agropecuária na região ganha incentivos que tendem a acelerar o desmatamento, a grilagem e a invasão de terras indígenas.
Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress
Por que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental preocupa especialistas, que chamam a atenção a consolidação de práticas permissivas já existentes. O que todos temiam está acontecendo.
A perda da biodiversidade de fungos aquáticos pode gerar problemas no ciclo do carbono e na qualidade da água. Eles são como os recicladores do ecossistema: quando eles não funcionam bem, o ciclo de nutrientes é comprometido, o que pode afetar toda a vida aquática.
Foto: Portal Saneamento Básico Amazonas
Todo cuidado é pouco: potencial aumento de vetores de Doença de Chagas num futuro com mudanças climáticas aponta para necessidade de antecipar cenários de risco, fortalecer o controle dos vetores e planejar campanhas educativas
En la comunidad pesquera de Cristo Rei, en el Amazonas, el lago que garantiza la subsistencia de la población se encuentra dentro del área de un nuevo bloque de exploración de petróleo y gas que avanza sobre la selva y pone en peligro el medio ambiente y el modo de vida de los habitantes locales.
Lalo de Almeida / Folhapress
Las políticas de gestión de los espacios protegidos a menudo excluyen a las comunidades locales, generando tensiones y afectando negativamente a la conservación de la biodiversidad.
In Cristo Rei, a fishing community in the Brazilian state of Amazonas, the lake sustaining local livelihoods now falls within a new oil and gas exploration zone encroaching on the forest—threatening both the environment and residents’ way of life.
Lalo de Almeida / Folhapress
To guarantee the preservation of protected areas, public policies must be adapted to local realities, incorporating traditional knowledge as an essential part of the solutions to environmental problems
Na comunidade pesqueira de Cristo Rei, no Amazonas, o lago que garante a subsistência da população está dentro da área de um novo bloco de exploração de petróleo e gás que avança sobre a floresta e coloca em risco o ambiente e o modo de vida dos moradores locais.
Foto: Lalo de Almeida / Folhapress
Para garantir a preservação de áreas protegidas, as políticas públicas devem ser adaptadas às realidades locais, incorporando os saberes tradicionais como parte essencial das soluções dos problemas ambientais
O enfrentamento dos problemas causados pelo fogo na Amazônia depende de regulação ambiental, fiscalização eficaz, incentivo a práticas sustentáveis e respeito aos saberes tradicionais
Cerimônia de lançamento do projeto Ciência e Vozes da Amazônia na COP 30, iniciativa da Universidade Federal do Pará (UFPA) que visa consolidar e divulgar ações científicas e socioambientais desenvolvidas pela comunidade da região.
Divulgação UFPA
Apesar do profundo conhecimento das comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhos sobre a Amazônia, suas vozes e perspectivas são frequentemente negligenciadas nos debates globais sobre a região. COP 30 é chance de mudar essa realidade
As comunidades tradicionais contribuem para o manejo sustentável, práticas culturais, restauração de habitats, monitoramento comunitário e educação ambiental.
Autores
Práticas culturais das comunidades tradicionais oferecem lições valiosas para a conservação ambiental. Somente ao valorizar as ações dessas comunidades será possível combater o neocolonialismo na ciência.
Bioindicadoras de condições ambientais, predadoras de vetores de doenças e lindas: as libélulas atraem a atenção de públicos de todas as idades e podem ajudar a desenvolver o ecoturismo na região amazônica.
Foto disponibilizada pelos autores
Inseto de grande beleza e importância para os ecossistemas aquáticos, as libélulas podem ajudar a desenvolver o ecoturismo. Mas, para isso, é preciso que políticas públicas deem apoio às iniciativas de comunidades locais.
Pesquisadores brasileiros e estrangeiros reunidos num trabalho de campo na Floresta Amazônica no Pará: falta de recursos e acessibilidade em áreas remotas limita investimentos em equipamentos, bolsas e retenção de cientistas na região.
Divulgação / UFPA
Centro com universidades referência na pesquisa amazônica busca vencer desafios, como a carência de infraestrutura e investimentos
A presença ou ausência de insetos em um ambiente aquático pode fornecer informações sobre a qualidade da água e a saúde geral do ecossistema, e permite a detecção precoce de problemas ambientais e impactos negativos das atividades humanas na região.
Laboratório de Ecologia e Conservação (LABECO) UFPA
A presença de insetos em um ambiente aquático informa sobre a qualidade da água e permite a detecção precoce de problemas ambientais e impactos negativos das atividades humanas na região.