Klinger Soares Faico Filho

Causada pelo vírus do Nilo Ocidental (West Nile virus, WNV), cujo nome científico é Orthoflavivirus nilense, é, originalmente, um vírus que circula entre aves silvestres, e é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum. Historicamente, cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas e nem sequer sabem que tiveram o vírus. Outros 20% têm febre, dor de cabeça, dor no corpo e, às vezes, manchas na pele. É um quadro que, no Brasil, tem tudo para ser confundido com dengue e passar sem ser investigado. Paul Starosta/Stone via Getty Images

Febre do Nilo Ocidental: o que você precisa saber sobre o vírus que circula no país e fez uma vítima fatal

Com os dois registros em São Paulo e os dois em Santa Catarina, país soma quatro casos confirmados em 2026. Mas a doença não é uma novidade: o West Nile Virus circula no país há 20 anos e não vai se tornar uma epidemia
Um funcionário de saúde pública usa um termômetro para fazer a triagem de pessoas em frente ao Hospital Muçulmano de Kibuli, em Kampala, capital de Uganda, país vizinho ao Congo que também já começa a registrar novos casos de Ebola. Isso aumenta as preocupações, pois Kampala possui um aeroporto internacional com conexões para o mundo inteiro, e um fluxo intenso de migrantes e trabalhadores. Foto AP/Hajarah Nalwadda

Surto de Ebola no Congo é causado por cepa para a qual não há vacina aprovada e que dribla os testes rápidos

OMS declarou o mais alto nível de alerta sanitário, porque oo Bundibugyo ebolavirus, responsável pelo surto atual ainda não possui tratamento aprovado
Passageiros do navio MV Hondius - sob risco de serem portadores de hantavírus - são pulverizados com desinfetante antes de embarcar num avião, no aeroporto de Tenerife, nas Ilhas Canárias. AP Photo/Arturo Rodriguez

Da Antártida a Minas Gerais: por que o hantavírus importa muito mais do que parece ao Brasil

Caso no Brasil foi confirmado na mesma semana em que a hantavirose entrou no radar do mundo, com a contaminação em massa no navio de cruzeiro holandês MV Hondius
Criança vítima de Mpox no Congo: entre janeiro de 2024 e maio de 2025, 26 países africanos notificaram mais de 139 mil casos suspeitos e cerca de 1.788 mortes. No Brasil, não houve óbitos registrados em 2024 e 2025, mas a confirmação de uma nova cepa mudou a natureza do risco da doença no país. AP Photo/Moses Sawasawa

Nova cepa do vírus da Mpox recombinante preocupa OMS e testes mostram que antiviral mais usado não é eficaz

Principal antiviral usado contra a varíola e outros vírus do gênero Orthopoxvirus - ao qual pertence o vírus da mpox - vinha sendo empregado de forma empírica no tratamento da doença
No aeroporto de Suvarnabhumi, em Samut Prakarn, na Tailândia, médicos epidemiológicos escaneiam a temperatura corporal de passageiros procedentes de Bengala Ocidental, na Índia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Ainda não há ainda indicação de surto fora do território indiano, mas fiscalização foi reforçada. Foto: Departamento de relacões públicas do Aeropuerto Internacional Suvarnabhumi, vía AP

Vírus Nipah volta a preocupar saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto

Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada
Esporos do Histoplasma capsulatum, que causou a infecção por histoplasmose em 32 pessoas no Hospital Santa Rita de Cássia, no Espírito Santo, no começo de novembro de 2025. Ilustração de Roger Harris / Science Photo Library

Mudanças ambientais estão potencializando efeitos negativos dos fungos na nossa saúde

Tradicionalmente, a histoplasmose era associada a cavernas, áreas rurais ou regiões ribeirinhas. Hoje, crescem as evidências de que o Histoplasma está se adaptando ao ambiente urbano
O entusiasmo com a chegada do cabotegravir esbarra em um obstáculo central: o preço. Cada dose custa do cabotegravir injetável custa em torno de R$ 4 mil na rede privada. Na prática, por enquanto as populações mais vulneráveis, justamente as mais expostas ao risco de HIV, permanecerão dependentes da PrEP oral. Foto: Queenmoonlite35 / Envato

Aprovado pela Anvisa, medicamento injetável para pré‑exposição pode mudar prevenção do HIV no país

Para especialistas em saúde pública e infectologia, o cabotegravir pode inaugurar uma nova fase da prevenção ao HIV ao atacar um dos maiores gargalos da estratégia de profilaxia pré-exposição (PrEP): a dificuldade de adesão
Nova formulação, em início de processo de registro na Anvisa, é de mais fácil administração e age em múltiplas etapas do ciclo replicativo do HIV. Mas a Gilead, farmacêutica responsável, ainda não firmou acordo de licenciamento com o Brasil. Foto: Reuters/Folhapress

Profilaxia injetável revolucionária contra o HIV terá um longo e difícil caminho para chegar ao Brasil

Nova formulação, em início de processo de registro na Anvisa, é de mais fácil administração e age em múltiplas etapas do ciclo replicativo do HIV. Mas a Gilead, farmacêutica responsável, ainda não firmou acordo de licenciamento com o Brasil
Agentes de saúde e segurança montam barreiras de desinfecção para conter o primeiro caso confirmado de gripe aviária em aves comerciais no Brasil, ocorrido no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. AP Photo/Wesley Santos

De aves para humanos: cientista explica o risco real de uma mutação gerar uma pandemia de gripe aviária

Felizmente, a transmissão entre humanos ainda é extremamente rara. Mas isso pode mudar, e é esse risco que nos obriga a atenção contínua

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