Izabela da Silva Jatene

O conhecimento dos indígenas e outros povos originários sobre a natureza nunca esteve escrito em livros: morava no empirismo e na transmissão permanente de conhecimento e experiência dos mais velhos para os mais jovens, num ciclo harmônico e aparentemente eterno. Mas agora, como explicar fenômenos e conceitos cuja manifestação não se vê mais, foi radicalmente alterada ou mesmo tornou-se agressiva? Foto: Heris Rocha/WikiParques

Mudanças climáticas e saúde mental: quando nem os anciãos indígenas e quilombolas conseguem mais entender a natureza

As mudanças climáticas estão alterando os ciclos que orientaram, durante séculos, a vida de povos indígenas e quilombolas no Brasil, afetando o conhecimento ancestral, a segurança alimentar e a saúde mental
Nações indígenas protestam em frente ao Congresso Nacional, durante o último “Acampamento Terra Livre,” maior mobilização anual de povos originários por direitos fundiários e proteção contra os efeitos das mudanças climáticas, que vêm gerando sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva nessas comunidades. AP Photo/Eraldo Peres

Mudanças climáticas já têm impacto sobre a saúde mental, sobretudo em comunidades mais vulneráveis

Nas populações de comunidades tradicionais, a crise climática dilacera vínculos profundos na relação e nos laços espirituais entre o ser humano e a natureza, o que gera sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva

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