Fogo na floresta do município amazonense de Careiro Castanho: a Amazônia não é mais impenetrável ao fogo. As mudanças climáticas geram parte dessas alterações, mas não são as únicas responsáveis. O fogo na região é sintoma de uma degradação anterior, e não há uma causa isolada. Há décadas, por exemplo, a transformação da floresta em pastagem e a exploração madeireira vêm contribuindo para deixar a Amazônia mais vulnerável. AP Photo/Edmar Barros

Como os ecossistemas se recuperam depois do fogo?

A Amazônia não evoluiu com o fogo. Estudos de longa duração mostram que a floresta rebrota depois de queimar, mas por trajetórias que a empobrecem e que comprometem a vida de quem depende dela
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, durante o seminário O Brasil Pós-COP 30, realizado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro: os manguezais, que junto com os recifes de corais são bases ecológicas e econômicas para inúmeras comunidades, encontram-se sob pressão crescente e comprometem o turismo e a segurança alimentar. Esse é um dos desafios climáticos que o Brasil precisará enfrentar.

O Brasil Pós‑COP 30: Entre a ciência e o retrocesso, futuro climático do Brasil está em jogo

Livro reúne estudos de 95 pesquisadores que combinam ciência com visão estratégica para os desafios para o País. Brasil precisa ocupar um lugar de protagonismo, amparado em sua biodiversidade, em sua matriz energética renovável e em sua capacidade científica
Trecho da Volta Grande do Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba, próximo da barragem de Belo Monte: a construção da hidrelétrica e a consequente redução do volume de água nesse trecho do rio impactaram gravemente o meio ambiente a o modo de vida das populações tradicionais localizadas nessa região. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

As sociedades tradicionais amazônicas estão em ponto de ruptura: que soluções esperar da COP 30?

Investimentos em mitigação climática às vezes acabam produzindo efeitos adversos sobre as populações amazônicas. A sustentabilidade local não pode ser alcançada através de mecanismos de mercado que excluam os povos que criaram e mantiveram a diversidade ecológica regional
No Pará, mais de 2 mil produtores rurais são atendidos pelo Programa Territórios Sustentáveis (TS) em 43 municípios, com ações de fomento ao desenvolvimento socioeconômico. A iniciativa, gerida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, é um exemplo local de transição para a economia de baixas emissões em áreas pressionadas pelo desmatamento. Foto: Alex Ribeiro / Agência Pará

Programa nacional de territórios sustentáveis: o que é e por que o Brasil precisa ter o seu

É preciso aplicar o conceito de territórios sustentáveis no contexto amazônico, estabelecendo um sistema robusto e descentralizado de ciência, tecnologia e inovação
A distinção entre bio e agro é ética, ecológica e evolutiva. O futuro da agricultura brasileira não pode se contentar com a coexistência destes modelos antagônicos ou com a apropriação da abordagem de bioeconomia como estratégia para obter mais lucros em um contexto de crises ambientais globais. AP Photo/Eraldo Peres

OPINIÃO: Bio é bio e agro é agro — a agricultura em tempos de crise

O atual modelo de agronegócio tende a agravar as crises ambientais e sociais existentes. O futuro da agricultura depende do respeito à diversidade e à adaptabilidade dos sistemas produtivos.

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