Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz: Acordo assinado entre EUA e Irã vale por 60 dias, deixa em aberto os pontos mais difíceis das negociações e estende o cessar-fogo ao Líbano sem que Israel tenha assumido compromisso de cessar suas hostilidades. Ou seja, trata-se de um documento ainda frágil, que pode ruir antes de o primeiro navio pagar a primeira taxa.
Foto aérea de Boukhatala Chamseddine / Shutterstock
Guerra entre Estados Unidos e Irã está suspensa por um acordo que libera a passagem por 60 dias. Depois disso, Teerã quer administrar, e cobrar, pelo corredor onde transita um quinto do petróleo do mundo
A tripulação do submarino nuclear Bryansk, da Marinha russa, realizando exercícios no Atlântico Norte: frota passou mais de um mês mapeando cabos e dutos submersos que transmitem dados digitais entre diversos países do Ocidente.
Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia
É pelos cabos submarinos de fibra ótica que transitam 95% do tráfego intercontinental de dados, e garantir sua segurança é uma tarefa difícil
O poetroleiro russo Arctic Metagaz, sendo rebocado por uma embarcação líbia até as proximidades das águas territorias de Malta, onde agora se encontra novamente à deriva: segundo o WWF, o risco de vazamento de sua carga de petróleo e gás natural em pleno Mediterrâneo é “extremamente elevado e potencialmente irreversível”.
Foto: Marinha da Líbia
Um petroleiro russo à deriva no Mediterrâneo expõe como a fluidez do oceano derrota a rigidez das fronteiras — e quem paga a conta é o ecossistema
Navio petroleiro no Estreito de Ormuz, fechado desde o dia 2 de março: estratégia do Irã demonstra que um país com capacidade militar limitada pode, por meio do controle de um gargalo marítimo estratégico, impor custos econômicos a todo o planeta.
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O controle dos gargalos comerciais marítimos confere um tipo de poder que não depende de orçamento militar nem de arsenal nuclear. Basta ter posição geográfica e disposição para usá-lo
Um oficial militar venezuelano conforta a mãe de um soldado morto durante o ataque que levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro, em Caracas: no século XXI, a hegemonia não deverá mais ser medida pelo consenso multilateral, por acordos comerciais ou pelo “soft power”, mas pela capacidade de neutralizar defesas alheias e expropriar recursos sob o pretexto de guerras morais fabricadas.
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A operação “Absolute Resolve” usou o tabuleiro marítimo como plataforma para rasgar o direito internacional, estabelecendo um precedente perigoso em que a força bruta se apresenta como o único árbitro efetivo das relações entre Estados
Estados projetam seu poder de controle migratório muito além de suas fronteiras geográficas, transformando o mar em uma zona difusa de governança onde os direitos dos migrantes ficam permanentemente suspensos.
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Nova dinâmica global de controle migratório cria um limbo jurídico no mar, onde os direitos dos refugiados ficam suspensos
No Canal do Panamá, os Portos de Balboa (foto), do lado do Pacífico, e Cristóbal, do lado do do Golfo do México, movimentam cerca de 6% do comércio marítimo global. A presença chinesa nesses locais, administrados pela Hutchison Ports de Hong Kong, gera inquietação em Washington, que percebe esses contratos de longa duração como uma potencial influência econômica e estratégica externa. Em discurso público, Trump chegou a mencionar a necessidade de “recuperar” o controle do canal, o que evidencia o uso da retórica histórica para legitimar projeções de poder.
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O Canal do Panamá, os portos do Caribe e rotas próximas ao Atlântico Norte e Sul não são apenas pontos de trânsito de mercadorias: são nós críticos que conectam flutuações econômicas globais à presença militar
Manifestantes pró-palestinos protestam em Barcelona, em solidariedade à Flotilha Global Sumud, após os navios terem sido interceptados pela marinha israelense.
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A interceptação da Global Sumud provocou protestos em Barcelona (foto) de onde grande parte dos barcos partiram, e gerou condenações imediatas de vários países, por violações ao Direito Marítimo Internacional