Fernanda Brandão

A mina Serra Verde, em Goiás, que extrai neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para a produção de imãs usados em equipamentos médicos de alta tecnologia: Brasil possui as segundas maiores reservas conhecidas de minerais críticos do mundo, mas ainda explora pouco esse potencial, o que torna o país um alvo do interesse estadunidense para garantir acesso privilegiado a esses recursos. AP Photo/Eraldo Peres

Terras raras: por que o Brasil está no centro da disputa global por minerais críticos

Brasil ganha espaço na disputa internacional por minerais estratégicos, enquanto Senado aprova política para o setor e BNDES financia centro de processamento em Minas Gerais
O Lago Ontário já “rebatizado” para “Lago América” na versão estadunidense do Google Maps: escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após a provocação geográfica e novas ameaças de ampliar tarifas. AP Photo/Jeff Roberson

EUA e Canadá: de parceiros históricos a uma relação marcada por tarifas e disputas de soberania

Escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após Trump determinar a mudança do nome do Lago Ontário e ameaçar ampliar tarifas
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 na França, em março. Mas de nada adiantaram os apelos brasileiros. Os EUA taxaram produtos brasileiros em 25%. A imposição das novas tarifas não pode ser compreendida fora do contexto internacional global e da competição por influência, sobretudo econômica, entre a China e os Estados Unidos na América Latina. Foto AP/Michel Euler

As novas tarifas de Trump sobre o Brasil e a reafirmação da influência americana na América Latina

À medida que a disputa geopolítica entre China e Estados Unidos se acirra e os EUA buscam fortalecer sua influência e controle sobre a América Latina, a diversificação será de grande importância para aumentar a resiliência da economia nacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em visita a Pequim em junho de 2026: principal destino dos investimentos da China no mundo, Brasil agora começará a emitir títulos de sua dívida pública no mercado financeiro chinês. Divulgação / Ministério da Fazenda

Parceria econômica Brasil‑China entra em nova fase

Em 2025, o Brasil se tornou o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com aumento de 45% em comparação ao ano anterior
Na atual geopolítica internacional, além do mar e do ar, a potência dominante no mundo deve ter poder militar suficiente para garantir presença e limitar o acesso de terceiros também ao espaço. Com a possibilidade de exploração de recursos minerais na Lua ou em outros planetas do Sistema Solar, a possibilidade de militarização do espaço volta a ser discutida. Nasa, via AP

Como a bem sucedida missão Artemis II se insere na nova corrida espacial

Retomada do esforço de pousar na Lua acontece em um cenário de crescente competição entre as principais potências globais pela primazia da exploração espacial
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, discursa durante a última 80 Assembleia Geral da ONU: crise da entidade é um reflexo do contexto mais amplo da política internacional, em que há uma perceptível redistribuição de poder resultante da ascensão de países emergentes, sobretudo a China, e a redução relativa do poder norte-americano e europeu.

ONU faz 80 anos pressionada entre a lógica do poder e a necessidade de reformas

Aniversário ocorre em um momento de crise de representatividade da ONU, envolvida numa nova ordem mundial com crescentes disputas e competição entre os principais blocos de países e interesses internacionais.
O engajamento dos países do BRICS no processo de desdolarização de parte da economia mundial - que começa a provocar reações pesadas dos EUA - visa proteger as economias destes países da vulnerabilidade gerada pela dependência de uma moeda que começa a sofrer instabilidade, causada principalmente pela política econômica cada vez mais imprevisível do atual governo dos EUA. AP Photo/Seth Wenig

Países do BRICS são protagonistas do processo lento e gradual de desdolarização da economia global

A desdolarização global é um fenômeno lento e gradual. O engajamento dos países do BRICS nesse processo visa proteger suas economias da vulnerabilidade gerada pela dependência de uma moeda que começa a sofrer instabilidade causada pela política econômica dos EUA
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, fala com o Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes em um encontro de cúpula no ano passado: estabelecimento de tarifas comerciais impostas pelos EUA rompe com o princípio básico que sustenta o regime multilateral de comércio, que é a eliminação de barreiras para promover a liberalização do mercado internacional.

Guerra tarifária de Trump contra o mundo ofusca os 30 anos da OMC

Fruto do regime multilateral de liberalização internacional, a Organização Mundial do Comércio hoje sofre com o estabelecimento de tarifas impostas pelos EUA, que rompe com o seu princípio básico

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