Fabricio Pamplona

É verdade que ainda não há consenso médico-científico sobre a extensão dos benefícios médicos da Cannabis, mas isso não deve ser um empecilho para o desenvolvimento de um campo que já se tornou bastante concreto e com inúmeros casos de melhoras clínicas. Imagem: Freepik

Debate: o mito da ‘falta de evidência’ na aplicação clínica da Cannabis medicinal

Dizer que não há evidência para canabinoides é ignorar um dos raros casos na medicina moderna em que uma substância derivada de planta atingiu o mais alto nível de evidência clínica e foi aprovada globalmente para epilepsia refratária e dor em esclerose múltipla
O maior obstáculo à aceitação da cannabis como ferramenta terapêutica no envelhecimento cerebral talvez não seja científico, mas cultural. O receio de “ficar chapado” afasta muitos pacientes e até mesmo profissionais de saúde. Mas microdoses da substância podem escapar da zona de psicoatividade e, ainda assim, entregar benefícios. Foto: Chris Tening / Envato

Microdoses de cannabis e Alzheimer: o que novo estudo revela sobre o uso de THC e CBD em idosos

Estudo brasileiro que investigou os efeitos de microdoses de extrato de cannabis em pacientes com Alzheimer leve mostrou que talvez o futuro da cannabis medicinal esteja nas doses invisíveis, e não nos efeitos psicoativos que ainda assustam pacientes e médicos
O Juba de Leão como ele se apresenta na natureza: usado há milênios na medicina oriental, ele agora começa a ser valorizado no ocidente, graças a estudos que mostram que ele possui compostos bioativos capazes de estimular a produção de proteínas essenciais para o crescimento e a manutenção dos neurônios. Imagem: Envato Photos

Juba de leão: conheça as evidências científicas sobre o fungo que pode estimular o cérebro e reduzir o stress

A ciência caminha para validar no mundo ocidental uma tradição antiga da medicina da China e do Japão que tem grande potencial terapêutico
O estudo finalmente aprovado pela FDA nos Estados Unidos é uma chance de se validar cientificamente os benefícios relatados por veteranos de guerra e outras vítimas de estresse pós-traumático, que fumam maconha para aliviar a anisedade, melhorar o sono e reduzir o uso de medicamentos controlados. AP Photo/Fernando Vergara

Estudo clínico com THC em veteranos de guerra com estresse pós‑traumático tem aprovação histórica nos EUA

FDA aprova primeiro estudo com Cannabis fumada de alto teor de THC, o que pode abrir a porta para uma discussão sobre ciência, estigma e necessidade de flexibilização regulatória de novas abordagens terapêuticas
Cientista manipula gema de ovo em processo de isolamento de substâncias para a indústria farmacêutica: palmitoiletanolamida, que também está presente na lecitina de soja e na farinha de amendoim, imita os efeitos dos canabinoides, com bons resultados na redução da dor, como anti-inflamatório e neuroprotetor. AP Photo/Dave Kolpack

Substância extraída da gema de ovo e outros alimentos é promissora no tratamento de dor, gripe e doenças neurodegenerativas

Isolada pela primeira vez em 1957, a Palmitoiletanolamida tem uma atuação que imita os efeitos dos canabinoides, com bons resultados na redução da dor, como anti-inflamatório e neuroprotetor
A legalização do MDMA foi solicitada pela Lykos, braço da organização não governamental sem fins lucrativos Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS), que há mais de 30 anos advoga pelo uso de psicodélicos como ferramentas terapêuticas em saúde mental. O veto da FDA provocou a demissão de 75% dos funcionários da Lykos. Reprodução / Lykos website

Frustração psicodélica: os bastidores da tentativa fracassada de registro do MDMA como medicamento nos EUA

Desconfiança nos métodos dos estudos apresentados, indícios de relação da empresa responsável pelos estudos com uma espécie de ‘culto’ e até um escândalo envolvendo abuso de uma paciente estão por trás do veto da FDA
Jovem fumando skunk durante um festival de música em Assunção, no Paraguai: resultados mais recentes de um estudo internacional de longa duração mostram que a já constatada associação entre o consumo de maconha por jovens e a ocorrência de sintomas psicóticos varia consideravelmente em razão da “potência psicoativa” da Cannabis utilizada. Especialmente, se o consumo se inicia na adolescência.

Potência da cannabis: novo elemento no debate sobre maconha e saúde mental

Novos resultados de um estudo internacional de longa duração mostra que a já constatada associação entre o consumo de maconha por jovens e a ocorrência de sintomas psicóticos varia consideravelmente em razão da “potência psicoativa” da Cannabis utilizada. Especialmente, se o consumo se inicia na adolescência.

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