O Papa Leão XIV apresenta sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas: Sobre a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”, no Vaticano, nesta segunda, 25 de maio de 2026:
Alessandra Tarantino/Associated Press/Alamy
Em sua primeira encíclica, o Papa Leão XIV pediu uma regulamentação muito mais rigorosa da tecnologia de IA, especialmente no âmbito militar
Leão XIV, primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, com formação agostiniana e experiência pastoral na América Latina, reúne atributos que ampliam a capacidade de interlocução do Vaticano no diálogo entre o Norte e o Sul global.
AP Photo/Domenico Stinellis
Relevância da Santa Sé no cenário geopolítico se ancora na autoridade moral e na capacidade de mobilizar uma linguagem ética capaz de tensionar narrativas dominantes e catalisar demandas por justiça e reconciliação
Ao optar pelo nome do primeiro Papa da História a imprimir mudanças de cunho social na Igreja, Leão XIV sinaliza que sua relação com a visão inclusiva de Francisco não é de continuidade, mas de complementariedade.
AP Photo/Gregorio Borgia
Eduardo Brasileiro, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Ao escolher o nome Leão XIV, e não Francisco II, o novo papa aponta coragem diante das inevitáveis comparações e sinaliza que optou não pela continuidade, mas por uma complementariedade.
A escolha de Leão XIV mostra sensibilidade do Vaticano às populações menos favorecidas do mundo. No entanto, em uma Igreja onde o crescimento católico é mais pronunciado na África e na Ásia, a eleição de outro pontífice ocidental não está isenta de desafios.
EPA/Ettorre Ferrari
Antes de se tornar papa, Leão XIV criticou abertamente o atual governo dos EUA, especialmente em questões de política migratória
O então cardeal Robert Francis Prevost ao lado do Papa Francisco, no começo de 2025: semelhanças na forma de entender o papel da Igreja na sociedade aproximaram Jorge Mario Bergoglio de seu agora sucessor Leão XIV.
Foto: Vatican Media / Reuters
Formado em matemática, o agostiniano Robert Francis Prevost, missionário e bispo em Chiclayo, no Peru, revela um estilo próximo das comunidades e distante das disputas de poder