Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) foi instituída pela Lei nº 12.085, datada de 5 de novembro de 2009. Notavelmente, a Ufopa representa a primeira instituição federal de ensino superior situada em uma das áreas mais estratégicas da Amazônia, especificamente no município de Santarém, a terceira maior cidade do Pará. Santarém é reconhecida internacionalmente por sua riqueza natural, notadamente pelo encontro dos rios Tapajós e Amazonas. A criação da Ufopa é uma parte integrante do programa de expansão das universidades federais e resulta de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), que tem como objetivo promover o crescimento do ensino superior na região amazônica.

A Ufopa teve sua origem na integração do Campus de Santarém da UFPA e na incorporação da Unidade Descentralizada Tapajós da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), ambas com atividades já estabelecidas na região oeste do Pará. Além disso, a Ufopa absorveu outras unidades da UFPA e da Ufra para criar os campi em Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. Em Santarém, a Ufopa atualmente mantém suas operações em duas unidades: a Unidade Rondon, localizada no bairro Caranazal, e a Unidade Tapajós, situada no bairro Salé. A Unidade Amazônia, localizada no bairro Fátima, foi encerrada em 9 de julho de 2021, após uma década de funcionamento.

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É através da conversa, e não na força, que a justiça restaurativa busca solucionar conflitos, como aconteceu no quilombo de Murumurutuba. Foto: Marcos Godinho

Quando a boiada passou: a história de um conflito resolvido com diálogo num quilombo do Pará

No quilombo de Murumurutuba, círculos de construção de paz permitiram uma solução consensual, ainda que temporária, para conflitos de terra entre moradores locais
A fabricação de medicamentos tradicionais do povo Kumaruara, do Baixo Tapajós, envolve um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral, como aconteceu com a majé. Hoje com 78, Suzete começou a fabricar remédios naturais e trabalhar pela saúde de sua aldeia aos 11 anos de idade. Foto: Leonardo Milano / Midia Ninja

Saúde: nas mãos da Majé Suzete, a sabedoria ancestral de tratamento, prevenção e cura dos Kumaruara

Nos territórios indígenas, a fabricação de medicamentos tradicionais e os tratamentos de saúde envolvem um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral
Formação conhecida como Pedra Furada, símbolo do Parque Nacional da Serra da Capivara, que reúne a maior e mais antiga concentração de sítios pré-históricos da América.Estudos confirmam que a cadeia montanhosa era densamente povoada na era pré-colombiana. Artur Warchavchik /Wikipedia

Por que o tombamento é importante para sítios arqueológicos e lugares sagrados de povos indígenas e tradicionais

Preservar não é apenas conservar pedras, ruínas ou objetos antigos, é também salvaguardar relações entre pessoas, territórios e memórias que continuam produzindo significado no presente
Amazônia precisa de um novo arranjo para sua ciência: mais integrado, mais estável e liderado por instituições, pesquisadores e pesquisadoras, e povos da própria região. Fernando Sette / Agência Pará

Amazônia em debate: mais do que promessas, região precisa de uma ciência decolonial, integrada e estável

Em meio à crise climática, desafio dos cientistas da Amazônia é transformar discursos em estruturas permanentes de pesquisa, governança e financiamento, lideradas por pessoas e instituições da região
Nações indígenas protestam em frente ao Congresso Nacional, durante o último “Acampamento Terra Livre,” maior mobilização anual de povos originários por direitos fundiários e proteção contra os efeitos das mudanças climáticas, que vêm gerando sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva nessas comunidades. AP Photo/Eraldo Peres

Mudanças climáticas já têm impacto sobre a saúde mental, sobretudo em comunidades mais vulneráveis

Nas populações de comunidades tradicionais, a crise climática dilacera vínculos profundos na relação e nos laços espirituais entre o ser humano e a natureza, o que gera sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva
Campus da UNIFESSPA (Universidade Federaldo Sul e Sudeste do Pará), uma das mais novas instituições de ensino superior da Amazônia: universidades da região atendem majoritariamente estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, que precisam de políticas de incentivo consistentes para permanecerem nos bancos escolares. Foto: Divulgação / UNIFESSPA

Para proteger a Amazônia, Brasil precisa fortalecer suas universidades na Região Norte

A Carta de Marabá, assinada este mês por reitores de universidades federais da região, estabelece como prioridade máxima a recomposição permanente do orçamento da Política Nacional de Assistência Estudantil, para garantir a permanência de estudantes indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e de populações do campo no ensino superior
A universalidade histórica do suicídio sugere que os circuitos neurais que o permitem podem não ser apenas alterações patológicas da neuroquímica cerebral. Eles podem também corresponder a um comportamento evolutivo preservado na espécie e posteriormente deturpado pelos estressores modernos, mesmo contrariando os princípios da evolução.

Estudos investigam se comportamento suicida pode ter raízes evolutivas

Para a biologia evolutiva, o suicídio traz um paradoxo intrigante: se a seleção natural favorece a sobrevivência e a reprodução, conforme a teoria de Darwin (1859), por que o cérebro humano manteve mecanismos capazes de permitir que o indivíduo se autodestrua?
Apesar do entusiasmo com que está sendo recebida, a polilaminina deve trilhar o mesmo caminho de transparência e validação que todas as demais terapias. Só respeitando o escrutínio científico e o rigor das agências regulatórias é que poderemos transformar a esperança em realidade clínica segura. Folhapress/Eduardo Knapp

A polilaminina regenera a medula espinal? É preciso deixar o método científico decidir

Substância deve trilhar o mesmo caminho de transparência e validação que as demais terapias. Só respeitando o escrutínio científico e o rigor das agências regulatórias é que poderemos transformar a esperança em realidade clínica
Em atividades como correr ao ar livre, os fractais visuais das árvores, a irregularidade do terreno e os sons da mata ativam redes de atenção involuntária, permitindo o descanso do córtex pré-frontal e favorecendo a neuroplasticidade, num fenômeno que pode ser descrito como “simbiose neural”. Imagem gerada por IA, via Envato Labs

Entenda o que é simbiose neural como terapia para desordens afetivas e o dilema evolutivo da espécie humana

Trabalhos bem consolidados mostram que os neurônios gerados no hipocampo durante a idade adulta são necessários para a expressão normal dos hormônios relacionados ao estresse.
El caballito de mar es una de las especies más utilizadas como símbolo de la conservación. Envato / Diego Grande

Las estrategias globales de conservación olvidan a las especies acuáticas de ríos, lagos y arroyos

A pesar de su importancia ecológica, social y económica, los ecosistemas acuáticos, especialmente los de agua dulce, siguen siendo los más descuidados en las estrategias globales de conservación.
Nos símbolos universais do autismo, a evolução sobre a compreensão do transtorno: o mais antigo, um quebra-cabeça, sinaliza a dificuldade da sociedade de compreender as pessoas do espectro. Depois, a fita da conscientização, criado em 1999, que representa a diversidade e a inclusão dos autistas na sociedade. Por fim, o símbolo do infinito, elaborado pela própria comunidade autista, que expressa a esperança e o potencial de crescimento das pessoas com TEA. Reprodução / Internet

Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana

Pesquisas apontam que o aumento do percentual de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência
Ativistas indígenas participam de um protesto climático durante a Cúpula Climática da ONU COP30, em Belém. A maneira como as populações indígenas e tradicionais amazônicas lidam com a biodiversidade está inseparavelmente ligada às suas cosmo-ecologias, que concebem uma floresta animada por seres espirituais, nos permitindo compreender outros modos de se relacionar no ambiente. AP Photo/Andre Penner

A ecologia dos espíritos e a conservação da biodiversidade na Amazônia

A existência de entes espirituais nos ecossistemas e suas relações com a Amazônia ainda é uma lacuna nos estudos biológicos e antropológicos sobre criação e conservação da biodiversidade na região
O cavalo-marinho está entre as espécies mais usadas como bandeiras para conservação. Foto: Envato / Diego Grande

A invisibilidade das espécies aquáticas nas estratégias de conservação

Apesar de sua importância ecológica, social e econômica, os ecossistemas aquáticos, especialmente os de água doce, permanecem entre os mais negligenciados nas estratégias globais de conservação
Reunidos na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), reitores da região Norte debateram os desafios e avanços na produção científica e no ensino na região, o financiamento institucional para a Amazônia e oportunidades de colaboração interinstitucional. ASCOM da UNIR

Carta de Porto Velho: as Universidades da Amazônia e a justiça climática

Qualquer ação voltada à sustentabilidade, à conservação ambiental ou à justiça climática na região Norte do Brasil precisa necessariamente incluir e fortalecer as universidades federais
En la comunidad pesquera de Cristo Rei, en el Amazonas, el lago que garantiza la subsistencia de la población se encuentra dentro del área de un nuevo bloque de exploración de petróleo y gas que avanza sobre la selva y pone en peligro el medio ambiente y el modo de vida de los habitantes locales. Lalo de Almeida / Folhapress

Involucrar a las comunidades locales es clave para proteger la Amazonia

Las políticas de gestión de los espacios protegidos a menudo excluyen a las comunidades locales, generando tensiones y afectando negativamente a la conservación de la biodiversidad.
In Cristo Rei, a fishing community in the Brazilian state of Amazonas, the lake sustaining local livelihoods now falls within a new oil and gas exploration zone encroaching on the forest—threatening both the environment and residents’ way of life. Lalo de Almeida / Folhapress

The path to conserving protected areas in the Amazon lies in uniting public policy with traditional local knowledge

To guarantee the preservation of protected areas, public policies must be adapted to local realities, incorporating traditional knowledge as an essential part of the solutions to environmental problems
Na comunidade pesqueira de Cristo Rei, no Amazonas, o lago que garante a subsistência da população está dentro da área de um novo bloco de exploração de petróleo e gás que avança sobre a floresta e coloca em risco o ambiente e o modo de vida dos moradores locais. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

Saída para conservar áreas protegidas na Amazônia passa pela união entre entre políticas públicas e saberes tradicionais locais

Para garantir a preservação de áreas protegidas, as políticas públicas devem ser adaptadas às realidades locais, incorporando os saberes tradicionais como parte essencial das soluções dos problemas ambientais
AP.

Queimadas na Amazônia: Ciência e saberes tradicionais precisam caminhar juntos para garantir manejo equilibrado do fogo

O enfrentamento dos problemas causados pelo fogo na Amazônia depende de regulação ambiental, fiscalização eficaz, incentivo a práticas sustentáveis e respeito aos saberes tradicionais
As comunidades tradicionais contribuem para o manejo sustentável, práticas culturais, restauração de habitats, monitoramento comunitário e educação ambiental. Autores

Guardiãs da Biodiversidade: conhecimento ancestral e práticas sustentáveis mostram que as soluções para a perda de biodiversidade estão mais próximas do que imaginamos

Práticas culturais das comunidades tradicionais oferecem lições valiosas para a conservação ambiental. Somente ao valorizar as ações dessas comunidades será possível combater o neocolonialismo na ciência.
Bioindicadoras de condições ambientais, predadoras de vetores de doenças e lindas: as libélulas atraem a atenção de públicos de todas as idades e podem ajudar a desenvolver o ecoturismo na região amazônica. Foto disponibilizada pelos autores

Libélula: uma nova embaixadora para um novo ecoturismo na Amazônia

Inseto de grande beleza e importância para os ecossistemas aquáticos, as libélulas podem ajudar a desenvolver o ecoturismo. Mas, para isso, é preciso que políticas públicas deem apoio às iniciativas de comunidades locais.

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