Rede Amazônidas pelo Clima (RAC)

A Amazônia sempre foi objeto de grande interesse e preocupação internacional. Com o aumento dos índices de desmatamento e a preocupação com os impactos das mudanças climáticas, cresce, também, o escrutínio sobre a região como um Global Asset (bem global). Essa visão de fora para dentro sempre foi a narrativa predominante sobre o espaço que é objeto de interesse para uns, mas é morada para outros. A ideia de criar a Rede Amazônidas pelo Clima (RAC) foi consequência da experiência de um grupo de pesquisadores amazônidas ao sair da Amazônia e tentar ocupar espaços nacionais e internacionais de debate sobre esse e outros temas. E, ao fazê-lo, viu que as discussões sobre temas relacionados à Amazônia são capitaneados por pessoas de fora da região. A justificativa mais comum é a falta de conhecimento de profissionais dedicados ao assunto sendo discutido. Nesse sentido, a RAC é uma iniciativa que busca dar voz e protagonismo à ciência, aos cientistas e profissionais amazônidas. Acreditamos que nos nove estados que compõem a Amazônia brasileira existe excelência entre pesquisadores, advogados, engenheiros, arquitetos, biólogos, economistas, agrônomos, geólogos, entre outros. Esses nomes desconhecidos pelo público de outras regiões do Brasil, passam a ter um veículo voltado para romper a bolha e servir de ponte entre o conhecimento e pesquisa gerados na Amazônia, o resto do Brasil e mundo.

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A sete meses da COP 30, obras de infraestrutura à toque de caixa se espalham por Belém, numa corrida contra o tempo para receber chefes de Estado, cientistas, ativistas e jornalistas do mundo todo. Mas outras cidades-sede sofreram com o mesmo problema no passado, e uma COP no coração da Amazônia é oportunidade inédita para que o encontro tenha relevância real na luta contra os efeitos das mudanças climáticas. AP Photo/Jorge Saenz

COP 30 cria possibilidade inédita de inclusão de vozes da Amazônia no debate global sobre o clima

Próxima Conferência do Clima sofre críticas pela falta de estrutura de Belém, mas será a melhor chance da história pra que o mundo conheça melhor e valorize essa região fundamental para o equilíbrio ambiental da Terra
O derretimento das camadas de gelo da Antártica (foto), a redução a camada florestal da Amazônia e as mudanças na circulação oceânica estão entre os “tipping points” que, uma vez ultrapassados, geram efeitos em cascata que resultarão na perda significativa da biodiversidade em diferentes escalas, na elevação do nível do mar, em secas prolongadas e alterações severas nos padrões de chuvas e temperatura. AP Photo/Natacha Pisarenko

Educação Climática é chave para frear pontos de não retorno da Terra

Ainda negligenciada nas políticas climáticas globais, só ela é capaz de formar cidadãos mais conscientes e capazes de desenvolver soluções para um futuro sustentável

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